O único "problema" que ele cita sobre o Dogue Alemão é o amor por essa raça. "Sempre gostei de cães, gatos e outros bichos, mas sem interesse em criar. E a predileção maior sempre foram os cães.
 
O interesse em criar ocorreu com o Dogue Alemão. Nós tínhamos um amigo veterinário, o doutor. Tom Passos, que nos presenteou com uma fêmea sem pedigree. Porém, com a convivência, começou a ocorrer muito amor. E o Dogue tem realmente esse 'problema'. Quem tem um Dogue Alemão nunca mais quer ter outro cachorro", sentencia.

A fascinação causada por esse presente foi o estopim para que o pianista João Ferreira, músico da noite, resolvesse dar início à criação dessa raça. "Resolvi adquirir um exemplar de um excelente canil que teve aqui no Brasil (o von Hert) e aí começou todo o meu trabalho", conta, acrescentando

que, alguns anos depois, importou dois cães da Itália, que dera, a base da linhagem do seu canil. "São animais que vêm da melhor linha de sangue da cães italianos e franceses".

Cães e clientes sem problemas

Ele conta que em 20 anos de trabalho com a raça, nunca teve notícias de problemas com clientes que tivessem mal-tratado os cães ou que tivessem envolvido os animais em casos de ataques a pessoas, denegrindo a sua imagem.

"Em primeiro lugar, eu seleciono as pessoas que compram meus cães pelo preço. Isso já é um fator de seleção, mas nada absurdo. Entendo que a pessoa que quer comprar um cachorro do tamanho do Dogue Alemão, sabe que é um cachorro grande e quer aprender sobre ele. Portanto, não quero simplesmente vender um cão. Dou uma orientação detalhada sobre a raça, sobre a alimentação, sobre a saúde etc."
 

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