Ter pai obeso aumenta chances de filho ter problema

Ter uma mãe baixinha e um pai gordo são fatores que podem indicar uma chance maior de problemas de saúde quando a pessoa chegar à idade adulta, segundo pesquisa do Instituto para Saúde Infantil da Grã-Bretanha. O estudo mostra que a combinação da aparência dos pais pode gerar um bebê com peso abaixo da média que depois se torna um adulto obeso. Isso aumenta as chances de problemas cardíacos, pressão alta e diabetes.Sete mil pessoas nascidas em março de 1958 foram analisadas em vários momentos de suas vidas, quando tinham 7, 11, 16, 23 e 33 anos. "As causas dos altos riscos de problemas de saúde da geração nascida em 1958 podem ter origem não só na vida uterina como no próprio estilo de vida da mãe, com condições adversas tendo um efeito prejudicial e condições favoráveis protegendo a criança contra altos riscos", diz Chris Power, que chefiou a pesquisa. Estilo de vida materno O estudo, publicado pelo Journal of Epidemiology and Community Health, concluiu que 284 homens e 338 mulheres podem ser considerados como pertencententes ao grupo de pessoas que apresentam alto risco de desenvolver doenças cardíacas. Aos sete anos, os homens tinham um centímetro a menos que a média, e as meninas eram dois centímetros mais baixas do que as outras. Quando chegaram aos 33 anos, eles tinham uma média de três centímetros a menos. Para cada um centímetro adicional da altura da mãe, as chances de a criança pertencer grupo de risco caía em 5%. O grupo também começou a apresentar excesso de peso a partir dos sete anos de idade e, desde então, engordou mais e mais rapidamente do que as pessoas do outro grupo. Os homens e mulheres que compunham o grupo de risco de problemas de saúde vinham, geralmente, de famílias da classe trabalhadora e eram filhos de mães que fumaram durante a gravidez. Ter um pai obeso também aumenta a chance de o filho ter problemas de saúde quando adulto. Os pesquisadores do Instituto para Saúde Infantil concluíram ainda que para cada unidade de excesso do índice da massa corporal registrado - calculado a partir da divisão do peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros - as chances de a criança pertencer ao grupo de risco aumentavam em 7%.
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