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À emissora Canal14, Netanyahu comentava sobre a expansão dos Acordos de Abraão e a suposta falta de capacidade de seu principal concorrente, Gadi Eisenkot, em conseguir executar este plano.
Netanyahu não explicou se, não concluir a mudança, se refere à derrota de Flávio Bolsonaro (PL), que perdeu às eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último domingo (25).
No entanto, o premiê fez diversos acenos a Flávio nos últimos anos. Mais recentemente, no início do ano, o senador do PL esteve em Jerusalém, onde se encontrou com Netanyahu e se comprometeu a transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para a cidade. Em outubro, Netanyahu voltou a ligar para Flávio e o convidar para visitar Israel como forma de “renovar a profunda amizade”.
Em paralelo, o líder israelense vive uma crise diplomática após críticas do presidente brasileiro à atuação de Israel na Faixa de Gaza, classificadas como genocídio por Lula.
Atualmente, a América Latina vive uma tendência à eleição de governos de direita, nomeada de onda azul. Estes Estados costumam ter uma afinidade maior com as pautas de Israel, enquanto nações consideradas de esquerda tendem a defender a causa palestina.
Netanyahu e seu principal oponente, Eisenkot, se enfrentam indiretamente na próxima terça-feira, quando eleitores israelenses votarão em partidos. As legendas, por sua vez, devem reunir o apoio de ao menos 61 dos 120 parlamentares para a escolha de um novo primeiro-ministro ou a continuação do atual.
Fonte: Sputnik Brasil.
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