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A publicação destaca que o líder estadunidense há muito tempo deseja fechar grandes acordos com a Rússia e a China, e que “essa pode ser sua motivação agora, enquanto intensifica sua hostilidade à Ucrânia e à Europa”, ao passo em que procura uma “Yalta 2” com Vladimir Putin e Xi Jinping.
Contudo, o jornal ressalta que a comparação com a Conferência de Yalta, realizada em 1945, não seria inteiramente adequada, uma vez que a União Soviética e o Reino Unido eram aliados dos Estados Unidos na época. Na avaliação do autor do artigo, as três potências tentaram dividir o mundo, e repetir esse cenário hoje seria perigoso.
Por isso, qualquer paz imposta à Ucrânia, a seu ver, “dividiria a OTAN” e transmitiria aos aliados de Washington no Pacífico a mensagem de que os EUA são “um amigo perigoso”, enquanto a China poderia aproveitar qualquer abertura com Trump para aumentar a pressão sobre Taiwan. Tudo isso teria repercussões para os parceiros de Washington.
Nesta semana, o Kremlin confirmou que Rússia, Estados Unidos e China estão discutindo a possibilidade de realizar uma cúpula trilateral entre os chefes de Estado dos três países. Segundo a mídia norte-americana, o encontro poderia ocorrer durante a Cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), prevista para os dias 18 e 19 de novembro, em Shenzhen, na China.
Fonte: Sputnik Brasil.
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