A dois dias da realização do primeiro turno das eleições no Brasil, Trump foi questionado por jornalistas na Casa Branca se apoia a candidatura do senador. O presidente estadunidense se esquivou e voltou a dizer que segue atento aos acontecimentos no país. "Estamos analisando a questão como um todo e acompanhando isso muito de perto", disse.
Na última quinta (1º), Trump afirmou que as eleições são muito importantes e citou os brasileiros como pessoas "fantásticas". Porém, em todas as ocasiões, o presidente norte-americano evitou explicitar qualquer apoio.
Desde que retornou à Casa Branca, no ano passado, Donald Trump ampliou a atuação de seu governo na América Latina e passou a declarar apoio a candidatos de direita em diferentes países da região. Em setembro, o presidente norte-americano afirmou que todos os nove candidatos que receberam seu apoio haviam sido eleitos, ao mencionar vitórias na Colômbia e na Argentina.
Além de Abelardo de la Espriella na Colômbia, que venceu o pleito por uma curta margem, entre os novos líderes eleitos na América Latina recentemente está a presidente do Peru, Keiko Fujimori, também por uma diferença mínima dos votos.
No início da semana, o jornal The New York Times publicou uma reportagem sobre as medidas adotadas pelo Brasil para proteger as eleições presidenciais de uma possível interferência dos Estados Unidos, em meio à crescente atenção sobre a postura de Trump diante da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro.
Conforme a publicação, a estratégia inclui monitoramento de lobby estrangeiro e campanhas de desinformação, ações para combater questionamentos sobre as urnas e articulação diplomática com países europeus e asiáticos.
A preocupação ganhou força após a atuação de Trump em outras eleições latino-americanas e diante da relação entre o presidente norte-americano e a família Bolsonaro. Trump não declarou apoio público a Flávio, mas autoridades brasileiras ouvidas pelo jornal avaliam que Washington poderia adotar novas medidas para prejudicar a imagem de Lula.
O petista já criticou publicamente qualquer tentativa de influência externa, incluindo durante o discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando afirmou que "o Brasil não é quintal de ninguém".
Fonte: Sputnik Brasil.




