Na ONU, 28 países denunciam impacto de sanções unilaterais sobre países em desenvolvimento

A posição foi apresentada pelo representante permanente da China na ONU, Fu Cong, em uma declaração conjunta assinada por 28 países durante sessão da Assembleia Geral. Segundo o diplomata, os efeitos dessas medidas recaem principalmente sobre países em desenvolvimento e suas populações.
De acordo com o representante chinês, as restrições também passaram a afetar áreas como segurança alimentar, energia e finanças. Aliado a isso, o uso de tarifas como instrumento de pressão unilateral politizou questões comerciais e econômicas e prejudicou o sistema multilateral de comércio.
Fu afirmou ainda que essas práticas interferem nas cadeias industriais e de abastecimento globais e dificultam os esforços dos países afetados para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A declaração conjunta também relaciona as sanções unilaterais a impactos sobre direitos humanos fundamentais, como o direito à vida, à saúde, ao desenvolvimento e à educação. Segundo o grupo, as restrições dificultam que os Estados atingidos possam garantir esses direitos às suas populações.
Os signatários pediram que os países ocidentais considerem as reivindicações apresentadas pela comunidade internacional e cumpra os compromissos assumidos na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. "Pedimos o levantamento imediato, incondicional e total de todas as medidas coercitivas unilaterais", declarou Fu.
Os países também convocaram os demais membros da ONU, o sistema das Nações Unidas e outras organizações internacionais a se oporem conjuntamente a essas práticas e a apoiar as regiões afetadas.

Fonte: Sputnik Brasil.

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