Lula diz que teve reunião com Trump sobre tarifaço 'ele sabe que precisa da gente'

Ao dizer que está evitando impor a lei da reciprocidade porque não quer guerra com ninguém, Lula disse que não admiti mentiras a respeito do Brasil, "ninguém vai mentir para mim", disse ao lembrar que Trump alegou que estava taxando o Brasil porque tinha um deficit comercial.
De acordo com dados oficiais de órgãos como o Ministério do Desenvolvimento (MDIC) e estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.
O presidente afirmou que a guerra que trava com Trump é na "narrativa" com o povo dos EUA.
Lula escolheu faltar ao último debate presidencial que seria promovido pela TV Globo no mesmo horário. Em justificativa no próprio podcast, o presidente afirmou que prefere o formato de entrevista de longa duração e teceu críticas à dinâmica engessada das transmissões televisivas. O debate acabou cancelado após decisões judiciais.
Ele voltou a defender a investigação completa e irrestrita de todos os envolvidos com Vorcaro, que está preso, acusado de uma série de crimes, como fraude financeira, organização criminosa, entre outros.
Sobre o adversário Flávio Bolsonaro, Lula lembrou que o senador é advogado de defesa do policial militar do então cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli que matou a menina Ana Clara, de 5 anos, com quatro tiros, em Niterói. Também resgatou a condecoração que ele fez para o ex-PM na prisão, Adriano da Nóbrega.
Lula também reafirmou que não blindará o filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha" de investigações sobre envolvimento dele com suposto lobby:
Duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu [...] Ele sabe o que eu penso. Se ele não fez nada de errado ele que crie coragem e brigue como briguei", disse ele. "Não vou fazer que nem o mequetrefe que disputa comigo, que o pai fica querendo proteger, não", disse em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro e o filho, Flávio Bolsonaro.
A Polícia Federal investiga suspeitas envolvendo a relação da empresária Roberta Luchsinger, Lulinha e o ex-chefe de gabinete do petista, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) apuram se houve tráfico de influência em órgãos do governo.

Fonte: Sputnik Brasil.

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