Governo Lula se reúne com administração Trump nos EUA para discutir tarifaço

Se acordo com o Itamaraty foi criado um grupo de trabalho para buscar um acordo entre os dois países em relação às taxas de 25% e de 12,5% impostas ao Brasil em diversos produtos de exportação.
Prevista pela delegação brasileira desde o início do mês, a conversa, que durou pouco menos de um hora, ocorreu às margens do encontro do G20 para o Comércio, em Milwaukee, EUA. Ainda de acordo com o Itamaraty, encontro deu continuidade ao diálogo de alto nível entre Brasil e Estados Unidos, iniciado após o telefonema de 21 de agosto entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Na semana passada, Lula afirmou na Assembleia Geral da ONU, o presidente Lula da Silva ressaltou a defesa da soberania nacional e criticou tentativas de ingerências externas na política e na economia do Brasil.
No dia 25 de setembro, representantes das duas nações realizaram a primeira reunião de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, sobre as tarifas impostas por Washington às exportações brasileiras.
O encontro terminou sem acordo e abriu prazo de 60 dias para solucionar a disputa. Os diplomatas brasileiros apresentaram três argumentos contra as medidas e afirmaram que Washington ultrapassou os limites tarifários assumidos ao entrar na OMC, tratou o Brasil de forma menos favorável que outros países em situação semelhante e aplicou as medidas sem submeter previamente a questão ao sistema de solução de controvérsias da organização.
As consultas foram solicitadas pelo Brasil em 27 de julho e aceitas pelos Estados Unidos em 6 de agosto. Caso não haja uma solução nos próximos 60 dias, o governo brasileiro poderá pedir a abertura de um painel na OMC para analisar a disputa.
Os EUA acusam o Brasil usar o Pix, comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado brasileiro de etanol para prejudicar o comércio estadunidense. O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) também acusa o Brasil de obter vantagem comercial por meio do uso de "trabalho forçado".
O processo pode se estender até 2027 e, mesmo com decisão favorável ao Brasil, o órgão de apelação do sistema de solução de controvérsias da OMC está sem juízes desde 2019. O resultado, porém, poderia reforçar a posição brasileira nas negociações com Washington.

Fonte: Sputnik Brasil.

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