China prevê aumento de quase 90% na capacidade de computação de IA até 2026

Essa expansão exponencial, de acordo com especialistas, não apenas fortalece a soberania tecnológica local, como também fomenta a democratização da inteligência artificial (IA), reduzindo drasticamente os custos de adoção da tecnologia para empresas de diversos setores em todo o mundo.

No centro dessa transformação está o modelo de negócios baseado em tokens, as unidades fundamentais com as quais a IA processa informações. Com o consumo médio diário na China já medido em centenas de bilhões de tokens, a tecnologia experimentou uma queda generalizada nas taxas de uso de API de quase 90%.

Até 2035, as projeções oficiais sugerem que a IA contribuirá com mais de US$ 1,64 trilhão (R$ 8,5 trilhões) para o produto interno bruto (PIB) da China, podendo multiplicar a demanda por poder computacional por dez ou até 100 vezes.
Na semana passada, o gigante asiático realizou a Conferência Mundial sobre Inteligência Artificial e a Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA, em Xangai.
A realização de ambos os eventos reflete a crescente expectativa global pelas soluções e propostas regulatórias promovidas por Pequim diante dos rápidos avanços nessa tecnologia. A proposta de Pequim, resumida pelo presidente Xi Jinping, defende uma abordagem centrada nas pessoas, visando tornar IA um motor de prosperidade compartilhada e segurança comum.
A estratégia de Pequim se baseia em quatro pilares essenciais: promover a inovação aberta, mitigar rigorosamente os riscos regulatórios, fomentar a inclusão cultural e fortalecer a solidariedade internacional. Para a mídia, essa estrutura normativa e conceitual fornece à comunidade internacional ferramentas concretas para superar as atuais divisões tecnológicas e a chamada "exclusão digital", que afeta principalmente os países em desenvolvimento.

Fonte: Sputnik Brasil.