Em entrevista à Fox News, o líder iraniano também declarou que, dessa forma, o país pode abrir mão de seus estoques de urânio enriquecido a até 60%.
Perguntado pelo repórter se se via alguma chance de uma resolução diplomática para a guerra, o presidente iraniano disse que sim. "Estamos prontos". Além disso, ele afirmou que o país cumprirá as exigências previstas nas normas internacionais em relação ao urânio enriquecido abaixo do percentual.
"Sim. No âmbito do direito internacional e com base no Tratado de Não Proliferação Nuclear, cumpriremos tudo o que as normas exigirem de nós", complementou.
No início da semana, o Irã condicionou a reabertura do estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, à liberação de ativos iranianos congelados e ao encerramento da guerra na região. As condições foram apresentadas pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ao enviado presidencial norte-americano Steve Witkoff.
O encontro ocorreu em Nova York, à margem da 81ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Horas antes, o presidente Donald Trump fez seu discurso na tribuna, informando que considera "aniquilar" o Irã ou fazer um acordo com o país, do qual garantiu que "nunca terá uma arma nuclear".
De acordo com uma fonte citada pela agência iraniana, Araghchi transmitiu aos representantes dos EUA as "posições decisivas" de Teerã sobre a retomada da circulação pelo estreito.
Já o presidente Donald Trump declarou repetidas vezes que está avaliando o que fazer em relação ao Irã e citou três possibilidades para o conflito: destruir o país, atingir sua economia ou buscar um acordo.
"Estou em processo de tomada de decisões", afirmou Trump, acrescentando que "acontecimentos muito importantes" ocorrerão em um futuro próximo. Questionado sobre a possibilidade de uma ação extrema contra o país, o presidente disse estar decidindo "se explode o Irã inteiro ou não".
Fonte: Sputnik Brasil.




