O 5-HTT é o primeiro gene identificado que exerce influência na personalidade, mas não é o único. Em 1996, o neurocientista Richard Ebstein, do Herzog Memorial Hospital em Jerusalém, encontrou indícios de que diferentes versões do gene que condifica o receptor do neurotransmissor dopamina, conhecido como DRD4, podem estimular o interesse das pessoas por novidades e desafios. Esse “gene da curiosidade” parece não estar presente apenas em seres humanos. Em 2007, pesquisadores do Istituto Max Planck de Ornitologia em Seewiesen, Alemanha, encontraram uma relação entre o comportamento investigativo em chapins (espécie de ave) e diferentes polimorfismos desse gene. O DRD4 provavelmente também desempenha papel em crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).Variantes do receptor de dopamina, bem como de gene DAT1, que condifica o transportador desse neurotransmissor, estão diretamente relacionadas a esse distúrbio infantil. Além disso, as crianças afetadas costumam ter um polimorfismo típico no gene do trasportador de noradenalina, o NET, como relataram em 2006 pesquisadores da Universidade Harvard. Em 2002, o neurocientista Avshalom Caspi, do King´s College em Londres, demonstrou que uma variação do gene que condifica a enzima monoaminoxidase-A (MAO-A) aparece com maior frequência em homens violentos. Obviamente, o gene não é o único culpado.Ele descobriu que a maioria desses indivíduos também havia sofrido maus-tratos na infância, o que só reforça a ideia de que a violência quase sempre é resultaso da combinação de experiência pessoal com predisposição genética. Segundo o psiquiatra Andreas Meyer-Lindenberg, do Instituto Central de Saúde Psíquica em Mannheim, Alemanha, os portadores a emoções negativas, de forma semelhante aos que herdaram a versão curta do 5-HTT.
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