Assim como dependência de álcool é influenciadas por fatores genéticos, a manipulação de genes poderia tornar as pessoas menos suscetíveis ao problema. Com esse raciocínio, pesquisadores da Universidade Thomas Jefferson em Filadélfia usaram pela primeira vez a terapia gênica para proteger animais do abuso de álcool. O gene selecionado codifica a enzima aldeído desidrogenase, essencial para o metabolismo do álcool pelo organismo. A escolha foi inspirada num experimento da “vida real”. Uma grande proporção de asiáticos apresenta uma mutação da aldeído desidrogenase, o que resulta em náusea, taquicardia e vermelhidão facial toda vez que ingerem álcool, mesmo em pequenas doses. Por essas reações desestimularem o consumo de bebida, as pessoas que as apresentam não se tornam dependentes. Depois de tratados com uma única injeção da enzima, os animais, nos quais a dependência havia sido induzida experimentalmente, reduziram o consumo de álcool pela metade durante um mês.
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