O pingüim-imperador

Espécies próximas

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Há 17 espécies de pingüim e o parente mais próximo do imperador é o pingüim-rei (Aptcnodytcs patagonicus), que é quase tào alto como o imperadol: mas pesa apenas metade. O pingüim-de-testa-amarela (Elidyptes chrysolophlls), identificado pela conspícua crista de plumas douradas na sua cabeça, partilha com o imperador o ambiente, apesar ele estar a uma latitude mais a norte, e ser muito mais pequeno.

O corpo fusiforme oferece resistência e atritos minimos
A parte da frente do corpo está coberta por penas brancas e algumas amarelas no pescoço.
O bico preto tem uma lista amarelo-alaranjada
Uma espessa camada de penas rigidas, curtas e em forma de lança, e uma plumagem externa à prova de água oferecem proteção do frio
As asas em forma de remo propelem o pingüim pela água a velocidades que atingem 75 km/h.

Conforto Quente

O pingüim-imperador dispõe de uma camada de gordura de 3 a 4 cm de espessura e de uma plumagem densa e isolante, que o protege das condições frígidas da sua casa.

Pequenos pés unidos por uma membrana natatória são usados como lemes na água. mas. como estão na parte posterior do corpo. o pingüim só consegue andar em um estranho cambalear

MITO OU FATO

OS cientistas afIrmam que nào há qualquer verdade na crença de que os pingüins caem de costas quando vêem os aviões a passar-lhes por cima. Os investigadores na Antártica acreditam que os ruidosos aviões que realizam vôos baixos podem, no entanto, perturbar os pingüins em procriação.

Imperador do Pólo Sul

CAPAZ DE SUPORTAR TEMPERATURAS rigorosas tão baixas como os incríveis -60°C, o pingüim-imperador passa toda a sua vida na zona mais fria da Terra.

É também a única ave a pôr o seu ovo em gelo. O maior de todos os pingüins passa a maior parte do seu tempo dentro d’água. O imperador vem a terra para acasalar, formando grandes colônias de procriação compostas por 40 mil aves. De forma pouco habitual, é o macho que incuba o ovo, enquanto a fêmea regressa ao mar.

Segue o meu líder

Nas colônias de pingüins-imperadores, estabelece-se uma hierarquia e, quando o líder se move, os restantes seguem-no. Os imperadores são incapazes de voar e, se têm de viajar através do gelo, vão de trenó sobre os seus abdomens, usando as suas asas para se empurrarem. Esses pingüins são extremamente fiéis e, quando regressam a terra para a época de acasalamento de inverno, procuram o mesmo parceiro que tiveram no último ano. Cada pingüim-imperador tem um sinal de chamada único, para encontrar o seu parceiro ou descendente. Os investigadores acreditam que esses animais se podem reconhecer uns aos outros vocalmente e não visualmente.

Fomos pescar

Os pingüins-imperadores caçam pequenos peixes e crustáceos denominados krill, mas sabe-se que apanham também peixes maiores e lulas. Aproximam-se da presa de lado e, quando a apanham, rodam-na no bico para a engolir, engolindo a cabeça primeiro. Sendo excelentes nadadores e mergulhadores, os pingüins-imperadores podem perseguir uma presa debaixo d’água por mais de 20 minutos antes de regressar à superfície para respirar. Baseiam-se principalmente na visão para localizar a presa e caçam apenas de dia. Durante as viagens para obter provisões no mar alto, o pingüim-imperador pode viajar até 500km.

O pai interfere

A cada inverno, os pingüins-imperadores, passam por um ritual de corte elaborado de vênias e emissão de sons, um processo vital que lhes permite aprender como identificar o sinal de chamada do seu parceiro entre milhares de aves idênticas.

O pingüim-imperador tem um hábitat de procriação muito pouco habitual. Após a postura de um ovo no inverno, a fêmea vai para o mar até a primavera seguinte. Entretanto, é o macho que transporta o ovo nos pés, protegido por uma prega de pele com penas na base do seu abdômen. Ele não come durante todo esse período, perdendo até metade do seu peso corporal e amontoa-se com os outros machos para incubar ovos e se manterem quentes.

Quando a fêmea regressa para chocar o ovo, o macho fica livre para ir se alimentar. Ele regressará mais tarde para ajudar a tomar conta da cria. Ambos os progenitores alimentam a cria por regurgitação de peixe que apanharam.

Uma população em declínio

Apesar do pingüim-imperador não estar ameaçado atualmente, os seus números estão reduzíndo de forma gradual. Um estudo levado a cabo na Antártica revela que os números dessa região caíram para cerca de metade nos últimos 50 anos. É provável que essa seja a conseqüência de temporadas de redução do gelo na calota polar, elevação das temperaturas do mar e reduzida abundãncia de krill.

 
Entretanto, os pingüins-imperadores, à volta da base Antártica Australiana de Mawson, foram expostos a um vírus denominado IBDV que normalmente afeta as galinhas. Esse vírus, que se presume ter sido levado por humanos ou disseminado por esgotos, está debilitando as populações e pode ser fatal, pois diminui a resistência a infecções. Existe o perigo de se espalhar a outras colõnias de pingüins-imperadores.

Os pingüins-imperadores mantêm-se juntos para minimizar a perda de calor.

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