A busca pelo sono perfeito


Um dos pontos fundamentais para adiquirir qualidade de vida é dormir bem. É relachar ao deitar na cama, fechar os olhos e, em alguns minutos, cair no sono. Mas espere! Será que isso é possível todas as noites, vivendo em grandes cidades, tendo de lidar com preocupações diárias e com o estresse?

Segundo o neurologista Geraldo Nunes Vieira Rizzo, do Laboratório do Sono (SONOLAB), em Porto Alegre, cerca de 50% da população brasileira tem uma ou mais noites de insônia por mês. E apenas 1% desses pacientes procura um especialista. "Esse problema é muito comum e se deve à dificuldade para iniciar e manter o sono. A falta de diciplina de horários na hora de ir para a cama provoca esgotamento, distúrbio do padrão do sono e faz com que acordemos frequentemente durante a noite" conta Rizzo.

A insônia tem várias causas e cabe ao profissional da saúde identificá-las junto ao paciente. Podem ser físicas ou psicossomáticas. Entre elas estão traumatismo, estresse, excitação, fome, excesso de alimentação, fumo, álcool, ansiedade, desvios comportamentais, mudanças no humor, na atenção, na consentração, na memória, e irritabilidade exacerbada.
"O importante é que o próprio insone se ajude para resolver esses problemas, nem sempre solucionáveis por medicamentos. Ás vezes, o médico pode aconselhar ou receitar drogas para estimular o sono, por ação no sistema nervoso central, o que não considero uma boa pedida", conta o médico fitoterapeuta Luiz Carlos Lemes Franco, de Curitiba, PR.

Se os medicamentos modernos não resolvem totalmente a insônia, então como acabar com o problema? A psicóloga Alexandra Christofi, de São Paulo, diz que é importante levar em consideração tanto os aspectos físicos como os emocionais, porque mostram com clareza o que está acontecendo.
"As dificuldades circunstanciais na vida das pessoas, no que diz respeito ao plano familiar, afetivo e profissional podem levar à insônia, mas problemas psicológicos ou psiquiátricos mais sérios podem estar por traz do mesmo sintoma, portanto, é importante investigar", diz a pscóloga. Mudanças no humor, na concentração, na memória e irritabilidade exacerbada podem ser consequências de não dormir direito, por isso preste mais atenção nos hábitos diários.

Isso ajuda a prevenir a insônia. "O melhor nesses casos é não dormir em ambientes abafados e em horários diferentes: não assistir TV ou ter outras atividades na cama por tempo prolongado aguardando o sono; não ingerir álcool antes de deitar, não tomar tranquilizantes sem prescrição médica; não tomar bebidas estimulantes que contenham cafeína e não comer alimentos gordurosos", completa Luciano Ribeiro, neurologista do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo.

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