MPE do Rio defende que eleição de Márcio Canella seja anulada por relação com CV e milícia

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O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, afirma no parecer que há elementos suficientes para demonstrar o envolvimento do político com organizações criminosas. Canella chegou a ser cotado para disputar uma vaga no Senado, com apoio de Flávio Bolsonaro, e também é aliado do governador eleito Douglas Ruas.
Porém, depois de ser preso em julho por porte de fuzil de uso restrito, a candidatura perdeu força e o ex-prefeito acabou tentando uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
No parecer, Espinosa sustenta que o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite impedir candidaturas de pessoas ligadas a organizações paramilitares ou grupos semelhantes, mesmo sem condenação criminal transitada em julgado.
Entre os elementos apontados pelo Ministério Público está a nomeação, em 2025, de dois supostos líderes de milícias para secretarias da Prefeitura de Belford Roxo, quando Canella assumiu a administração municipal. Segundo o parecer, um deles já havia sido condenado por constituição de milícia, enquanto o outro respondia a processos por extorsão e porte ilegal de arma e foi condenado posteriormente pelos crimes.
O documento também menciona indícios de que a operação Barricada Zero, voltada à remoção de obstáculos instalados pelo tráfico de drogas, teria envolvido acordos informais com o Comando Vermelho durante a gestão de Canella.
Na conclusão, o vice-procurador-geral eleitoral aponta que os elementos reunidos indicariam a infiltração de lideranças milicianas na administração pública por meio do candidato, além de apoio eleitoral ostensivo dessas lideranças à sua campanha. O parecer também atribui a Canella atuação como articulador de uma organização criminosa armada.
Além de ter sido preso em 15 de outubro, dias após o primeiro turno, o ex-prefeito também foi alvo de busca e apreensão na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga uma quadrilha suspeita de lavar dinheiro para o crime organizado por meio de fraudes em postos de combustíveis. A operação também teve como alvo Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil nomeado durante o governo de Cláudio Castro.

Fonte: Sputnik Brasil.

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