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A campanha eleitoral de 2026 tem sido marcada por uma forte polarização e um alto índice de rejeição entre as propostas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Mas para além dos números recordes de rejeição, a campanha para o pleito de 2026 bateu recorde de destinação de recursos para a Meta, o principal palanque das eleições.
Os dados ainda são parciais, pois os prazos para entrega das prestações finais de contas do primeiro e do segundo turno terminam apenas em novembro. Por isso, o montante destinado à empresa tende a crescer nos próximos balanços.
Apesar da ampliação do apelo digital deste pleito, a liderança da Meta não é novidade. A companhia ocupa o topo entre os fornecedores de campanhas desde 2022, mas o volume registrado em 2026 supera todos os anteriores. Em comparação com 2022, quando foram declarados R$ 129 milhões em gastos diretos com a empresa, o valor mais que dobrou. Em relação a 2018, quando o total foi de R$ 22,7 milhões, a alta chega a 1.171%, destaca a apuração.
A participação da Meta nos gastos eleitorais também aumentou ao longo dos anos. A fatia passou de 0,7% do total das despesas de campanha em 2018 para 1% em 2020, 1,9% em 2022, 3% em 2024 e já alcança 6% em 2026. Os pagamentos incluem serviços como anúncios, impulsionamento de conteúdo e verificação de contas.
Para além disso, o impulsionamento de publicações ganhou espaço crescente nos orçamentos eleitorais. A modalidade representava 2,5% dos gastos totais das campanhas em 2018 e já corresponde a 8,9% nas prestações parciais de 2026. Pela legislação, apenas candidatos, partidos e coligações podem contratar esse tipo de propaganda, enquanto o pagamento a influenciadores para promover candidaturas permanece proibido.
Entre os partidos, o Partido Liberal (PL) lidera os gastos diretos com a empresa em 2026, com R$ 63,7 milhões declarados, quase quatro vezes mais que em 2022. Na sequência aparecem Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 37,9 milhões, Partido Social Democrático (PSD), com R$ 30,3 milhões, e União Brasil, com R$ 23,3 milhões.
Entre os candidatos, o senador Flávio Bolsonaro é quem mais declarou despesas com a empresa, somando R$ 7,45 milhões. O valor é quase três vezes superior ao informado pelo presidente Lula, que registrou até o momento R$ 2,59 milhões em gastos diretos com a empresa norte-americana.
O avanço da influência das plataformas digitais ocorre em meio a disputas judiciais sobre a atuação das redes sociais na campanha. Nesta semana, o TSE determinou que a Meta comprove medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdo político durante o segundo turno.
Lula e Flávio Bolsonaro acionaram a Justiça Eleitoral alegando prejuízos à divulgação de suas campanhas. Em outra decisão, o tribunal proibiu Nikolas Ferreira (PL) e Pablo Marçal (PRTB) de republicarem conteúdos já vetados e ordenou a suspensão do impulsionamento pago de suas contas na Meta e no X até o fim da disputa.
Fonte: Sputnik Brasil.
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