No mercado doméstico, investidores ajustaram posições antes da votação de domingo (25), com as tensões geopolíticas no Oriente Médio impulsionando os preços da commodity no exterior. Economia da Argentina recua 1,7% em agosto sob risco de recessão. Receita abre consulta a lote residual do Imposto de Renda. Prévia da inflação oficial cai pela metade e fecha outubro em 0,32%. Dólar à vista: R$ 4,993 (-0,92%); Dólar na semana: queda de 1,58%; Ibovespa: 205.082,56 pontos (+0,47%); Ibovespa na semana: queda de 0,17%; Petróleo tipo Brent: US$ 116,72 (+3,13%); Petróleo tipo WTI: US$ 103,27 (+3,82%). Câmbio O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,92%, cotado a R$ 4,993. Na reta final do pregão, a moeda chegou à mínima de R$ 4,989. A cotação está no menor nível desde 9 de outubro, quando terminou em R$ 4,985. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 1,58% em relação ao real, após ter avançado 1,77% na semana anterior. O movimento ocorreu no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. Investidores ajustaram posições diante das expectativas para o resultado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A moeda brasileira apresentou o melhor desempenho entre as principais divisas globais, mesmo com a valorização do dólar no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede a força da moeda estadunidense diante de uma cesta de moedas fortes, subia 0,19%, aos 101,799 pontos. Ibovespa Principal índice da B3, o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 30,7 bilhões. Apesar do avanço desta sexta-feira, o índice acumulou queda de 0,17% na semana, marcada pela cautela dos investidores diante da eleição presidencial. No acumulado de outubro, a bolsa registra valorização de 10,06%. Em 2026, a alta chega a 27,28%. A sessão também foi marcada pela alta de ações de petroleiras e mineradoras, acompanhando a valorização do petróleo e do minério de ferro. Petróleo Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte alta nesta sexta-feira, impulsionados pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Referência nas negociações internacionais, o barril do tipo Brent alcançou o maior nível desde abril, em meio aos temores de novos confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã e de possíveis interrupções no fornecimento global. O petróleo Brent para dezembro subiu 3,13%, encerrando a US$ 116,72 por barril. O barril do tipo WTI, do Texas, subiu 3,82% e fechou a US$ 103,27. Na comparação semanal, os contratos do Brent e do WTI para dezembro subiram 6,24% e 4,29%, respectivamente. A alta foi sustentada pelo risco de agravamento dos conflitos na região. O Irã advertiu que poderá responder a eventuais novos ataques dos Estados Unidos e de Israel com ofensivas contra bases militares, navios de guerra e outros alvos em países vizinhos do Golfo Pérsico. Paralelamente, confrontos envolvendo os houthis e a Arábia Saudita aumentaram as preocupações com a segurança regional. Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia autorizou medidas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a estabilizar o abastecimento de combustíveis diante de perdas de estoques e de possíveis interrupções no mercado. * Com informações da Reuters
Fonte: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-10/dolar-fecha-abaixo-de-r-5-e-recua-158-na-semana
