A inglesa Nicola Mckeon foi ameaçada de perder a guarda do filho Connor, 8 anos. Motivo: ele pesava 89 quilos. Ela era culpada mesmo? Uma mãe e três especialistas respondem.
Quando bebê, queremos que a criança seja fofinha. Mais tarde, porém, nos damos conta de que isso é ruim. Aí temos de lutar contra as características da vida moderna. Meu filho não come bobagens em casa, faz várias atividades físicas e, ainda assim, não vencemos a obesidade.
São os pais que fazem as escolhas alimentares da casa. Mas a obesidade é uma doença multifatorial: a escola, o pediatra e até a indústria alimentícia também são responsáveis. Isso sem falar dos fatores genéticos.
Criar bons hábitos alimentares é papel dos pais, pois envolve limite. A questão é que há influências externas, dificultando a situação da família.
A mãe não é a única culpada. Ela própria pode ser vítima dos apelos comerciais. O que a lei deve avaliar, nesse caso, é a intenção materna. Ela agiu de má-fé para prejudicar o filho? Acredito que não.
