Apesar de décadas de observação, a Lua ainda guarda mistérios importantes abaixo de sua superfície. Um deles é uma possível caverna subterrânea ligada à abertura conhecida como Marius Hills Pit. Para investigar a estrutura, a NASA selecionou o projeto GIMLI, voltado à exploração geofísica do local.
A iniciativa foi escolhida ao lado de outros dois programas científicos destinados a ampliar o conhecimento sobre o ambiente lunar e os estudos devem fornecer informações essenciais para futuras missões tripuladas e para a construção de uma base próxima ao polo sul da Lua.
A abertura de Marius Hills foi descoberta em 2009 pela sonda japonesa Kaguya. Embora apareça nas imagens como um grande buraco na superfície, pesquisadores suspeitam que ela seja apenas a entrada de uma estrutura muito maior localizada no subsolo lunar.
A principal hipótese é de que o poço esteja conectado a um extenso tubo de lava formado por antigas erupções vulcânicas e, caso seja confirmada, a descoberta poderá ajudar os cientistas a reconstruir a história geológica e vulcânica da Lua.
Segundo os pesquisadores, tubos de lava são comuns em regiões vulcânicas da Terra, o que permitiria usar conhecimentos já obtidos aqui para compreender melhor a evolução lunar, mas que, para além do valor científico, essas cavernas poderiam servir de abrigo natural para astronautas em futuras missões.
O projeto GIMLI utilizará radar de penetração no solo, sensores sísmicos e um gravímetro para mapear o subsolo lunar. Os equipamentos vão ser transportados por um módulo de pouso e um rover por meio do programa Serviços Comerciais de Carga Útil Lunar (CLPS, na sigla em inglês) da NASA. Com os dados coletados, os cientistas esperam confirmar a existência do tubo de lava e determinar se ele teria dimensões suficientes para abrigar astronautas.
Fonte: Sputnik Brasil.




