Petrobras e rivais arrematam 7 blocos do pré-sal em leilão de R$ 530 milhões

No regime de partilha, adotado no leilão, a empresa vencedora é aquela que oferece à União a maior parcela da produção de petróleo. O ágio médio ficou 108% acima do mínimo previsto no edital, enquanto os bônus de assinatura somaram R$ 530 milhões. Os contratos também preveem R$ 778 milhões em investimentos.
A Petrobras ficou com 2 blocos, enquanto Prio Forte e Equinor Brasil estiveram entre as empresas que participaram da rodada. As outras 6 áreas colocadas à venda não receberam propostas.
Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a produção deve continuar crescendo, mas parte dos campos do pré-sal pode entrar em declínio a partir da próxima década, o que torna novas rodadas de oferta relevantes para a reposição de reservas e a continuidade dos investimentos no setor.
A ANP ofereceu outros 308 blocos, distribuídos por 9 bacias sedimentares terrestres e marítimas, sob o regime de concessão — nesse modelo, vence quem oferece o maior bônus de assinatura ao governo. A arrecadação superou R$ 3 bilhões, com a maior parte concentrada em 8 blocos adquiridos pela Petrobras na Bacia de Campos.
Entre as áreas fora do pré-sal estava a Bacia de Tacutu, na fronteira entre Roraima e Guiana. O Observatório do Clima, que reúne 170 organizações da sociedade civil, criticou a oferta de áreas no estado e afirmou que "os setores terrestres no estado de Roraima estão na Amazônia, bioma que deveria ser a primeira e mais importante zona de exclusão de petróleo e gás".

Fonte: Sputnik Brasil.

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