Ministros do STF enviam sinais ao bolsonarismo após 1º turno das eleições, diz mídia

De acordo com um portal de notícias do país, ala governista do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou ao bolsonarismo uma série de sinais políticos e jurídicos nas 48 horas seguintes ao resultado do primeiro turno, por meio de decisões envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e figuras associadas ao campo conservador.
Um dos movimentos partiu do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a progressão para o regime semiaberto de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora "do Batom". Condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de Janeiro de 2023, ela teve o benefício concedido após o reconhecimento do cumprimento dos requisitos legais, incluindo atividades de trabalho e leitura durante a execução da pena.
Moraes também deu um sinal interpretado como favorável ao analisar um novo pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para visitar Jair Bolsonaro, preso por golpe de Estado, que cumpre pena em prisão domiciliar humanitária por questões de saúde. Após negar solicitação semelhante no início da campanha, o ministro encaminhou o requerimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação.
Ainda de acordo com a mídia, outro gesto foi o arquivamento da investigação contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), os blogueiros Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo. A decisão acolheu parecer da PGR segundo o qual as provas reunidas não sustentavam denúncia contra os investigados.
A apuração da Polícia Federal (PF) havia apontado suspeitas de obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime em um caso que tratava de uma suposta campanha de ataques e exposição de agentes públicos envolvidos em investigações conduzidas no âmbito do STF.
O quarto sinal, argumenta o artigo, veio do ministro Gilmar Mendes, que determinou o arquivamento da investigação sobre uma acusação de estupro contra Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio. A denúncia havia sido apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), e a defesa de Gaspar cobrava um desfecho para o caso desde o início da campanha.
As decisões, entretanto, ocorrem em meio à tensão entre o Partido Liberal (PL) e o STF — eleito inimigo número um de seus filiados, especialmente após a criminalização dos envolvidos no 8 de janeiro e das apurações de irregularidades na execução de emendas parlamentares. Com eventual vitória do campo bolsonarista no segundo turno, o Supremo parece estar se antecipando em uma espécie de defesa prévia da institucionalidade democrática.
Embora o PL siga defendendo medidas como o impeachment de Alexandre de Moraes e, eventualmente, de Flávio Dino, dirigentes da legenda avaliam que o cenário ideal seria que o próprio Supremo conduzisse uma apuração sobre a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro e o afastasse do cargo durante eventual investigação, conclui a mídia.

Fonte: Sputnik Brasil.

Publicidade
Top Categories