Jornais dos Estados Unidos, Europa, Ásia e África destacaram a polarização da campanha e a possibilidade de o resultado brasileiro influenciar o equilíbrio político da região.
O britânico The Guardian classificou o pleito como uma eleição de grande importância, capaz de alterar não apenas os rumos do Brasil, mas também os da América Latina. O jornal destacou a polarização entre Lula e Flávio e afirmou que os dois chegaram à reta final praticamente empatados nas pesquisas, o que mantém a definição da disputa em aberto.
A publicação também relacionou a eleição brasileira à onda de vitórias da direita e da extrema-direita na região. Segundo o jornal, o Brasil está entre os poucos países latino-americanos que ainda possuem um governo de esquerda.
Nos Estados Unidos, o The New York Times chamou atenção para a possibilidade de influência dos Estados Unidos sobre a eleição e para os efeitos de questões internas na decisão dos eleitores.
Na Argentina, o Clarín acompanha a votação brasileira com atualizações ao longo do dia e classificou o resultado como imprevisível. O jornal também destacou a pequena diferença entre Lula e Flávio nas pesquisas divulgadas antes do primeiro turno. A cobertura argentina ainda relacionou a disputa brasileira ao cenário político dos Estados Unidos e afirmou que Washington teria interesse na eleição de Flávio Bolsonaro.
A imprensa mexicana também colocou a eleição brasileira no centro da disputa política regional. O El Universal apresentou Lula e Flávio como representantes de modelos políticos distintos e afirmou que qualquer resultado poderá produzir mudanças na geopolítica latino-americana.
Na África do Sul, a SABC News afirmou que a votação poderá definir se o Brasil acompanhará a tendência conservadora observada ou seguirá um caminho próprio.
Já na China, a agência Xinhua destacou uma iniciativa da campanha de Lula para pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma investigação sobre a suspensão consular dos Estados Unidos no Brasil às vésperas da eleição.
Fonte: Sputnik Brasil.




