A revista destaca que, apesar de ter sido construída em um terreno ribeirinho úmido e desafiador, sua estrutura, notavelmente preservada, combina paredes de pedra seca com enormes vigas de carvalho.
Segundo a matéria, após serem retiradas do solo alagado, as antigas vigas de carvalho foram limpas e armazenadas em ambiente úmido. Posteriormente, foram feitas varreduras a laser 3D para capturar sua forma, detalhes da superfície e marcas de ferramentas.
Deixadas por machados e enxós, essas marcas oferecem pistas sobre as técnicas de construção da Idade do Ferro e sobre como as grandes peças de madeira foram montadas.
O local provavelmente funcionava como uma estrutura ribeirinha destinada à transferência de mercadorias e cargas pesadas entre barcos e um assentamento mais elevado. A área contava com uma plataforma de madeira, além de estruturas de pedra e madeira, observa o texto.
O carvalho provinha de uma região florestal distante. Ele era moldado antes do transporte e movido pelo rio junto com a pedra, o que indica uma capacidade organizacional substancial e mão de obra qualificada.
A pesquisa em andamento combina análises de construção, estudos de solo e de vegetação, além de trabalhos de conservação. A escavação continuará até o final de 2026, e haverá oportunidades de visitação pública em meados de setembro, conclui a reportagem.
Fonte: Sputnik Brasil.




