UE está perdendo corrida tecnológica mundial e economia do bloco fica para trás, diz mídia

A revista destaca que a UE não possui grandes empresas nas áreas de computação em nuvem, publicidade on-line, dispositivos móveis ou projeto de chips.
Segundo a matéria, os governos dos países da UE criaram barreiras à formação de um ecossistema de startups grande e dinâmico, como os que atualmente prosperam em diferentes partes do mundo.
Nesse contexto, é apontado que o fracasso da UE em criar condições adequadas para o desenvolvimento dessas empresas tecnológicas poderia resultar em um declínio irreversível do bloco.
Acrescenta-se que a economia da UE está ficando para trás, pois suas empresas tradicionais dos setores automotivo e espacial enfrentam dificuldades para se adaptarem à eletrificação, à digitalização e à comercialização.
Elas vêm perdendo valor de mercado e competitividade de forma significativa. Fabricantes europeus, como a Volkswagen, a Mercedes e a Stellantis, registraram grandes perdas contábeis, enfrentaram atrasos no lançamento de veículos elétricos e viram seus lucros caírem, especialmente em mercados-chave, como o da China.
Da mesma forma, projetos espaciais europeus, como o Ariane 6, enfrentaram longos atrasos e custos crescentes, o que reflete um padrão mais amplo de declínio industrial, observa o texto.
Há 25 anos, as empresas europeias representavam 36% da capitalização de mercado das 100 empresas mais valiosas do mundo. No entanto, até o final de 2025, essa participação havia caído para menos de 10%.
Sem reformas regulatórias e empreendedoras mais profundas, a UE corre o risco de sofrer uma desindustrialização ainda maior, continuando a perder terreno para os Estados Unidos e outros concorrentes, conclui a reportagem.
Anteriormente, o presidente eslovaco Peter Pellegrini declarou que a UE não está em boa forma, a união precisa resolver uma série de desafios para demonstrar sua viabilidade.

Fonte: Sputnik Brasil.