Será um câncer? A idéia, aterradora, é a primeira que passa pela cabeça de qualquer mulher que se queixa de dor nos seios ou é surpreendida por um nódulo. A providência imediata é procurar um ginecologista ou mastologista e fazer os exames de praxe. Felizmente, entre 60% e 80% dos casos são alterações benignas.
Os ástos constituem o problema mais comum. Semelhantes a uma bolsinha esférica recheada de líquidos, aparecem isoladamente ou agrupados em unidades menores, como pequenos cachos de uva. Via de regra, dão as caras depois dos 35 anos, em especial na faixa entre 40 e 50. "A partir daí a mama começa a regredir. Os teàdos que envolvem a glândula mamária, chamados de estroma, são substituídos por estruturas fibrosas, o que facilita o desenvolvimento de ástos", explica o mastologista Sílvio Bromberg, do Departamento de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Já as adolescentes e jovens com até 25 anos estão mais sujeitas a outro tipo de alteração - os nódulos. Esses tumores benignos, que os médicos chamam de fibroadenomas, são causados pela proliferação de células glandulares mamárias e estromais durante a formação da mama. Às vezes podem ser flagrados com apalpação até durante o banho. Entretanto, há casos em que, por causa da localização, eles só são descobertos muitos anos mais tarde, quando a mulher já passou dos 4°,5° anos.
Como tantos outros órgãos, os seios estão na alça de mira das bactérias causadoras de infecções - ou mastites, no jargão médico. E elas ocorrem prinápalmente naquela fase da vida em que as mamas preásam desempenhar sua função origi-nal: amamentar. Entre os tipos de mastite, a lactaáonal é o mais comum. A contaminação pode ocorrer pelo mamilo ou chegar por meio do sistema linfático ou da circulação sangüínea. "Em geral apenas uma das mamas é comprometida. A mulher pode amamentar, exceto quando a doença é bilateral e há secreção de pus", ressalva o mastologista Luiz Henrique Gebrim, chefe da disáplina de mastologia da Universidade Federal de São Paulo e diretor médico do Hospital Pérola Byington, na capital paulista. Aparentemente simples, essa infecção merece toda a atenção. "Ela pode mascarar um tipo de câncer chamado carànoma inflamatório", completa Sílvio Bromberg.
A lactação também é afetada pelo fluxo papilar. Sinalizada pela secreção espontânea de um líquido esverdeado, amarelado ou quase transparente pelos mamilos, a doença é mais comum entre as mulheres acima de 50 anos. Isso em razão da dilatação natural dos dutos mamários que ocorre com o passar do tempo. Nas mais jovens, o fluxo parece um leite e é provocado por distúrbios metabólicos, como a hiperprolacternia - circulação exagerada do hormônio prolactina, responsável pela produção do leite, e pelo mau funáonamento da tireóide. Muito importante: se o fluxo é espontâneo, incolor ou sanguinolento em apenas uma das mamas, deve ser investigado o quanto antes. Ai, sim, pode morar o perigo de um tumor maligno.
Os ástos constituem o problema mais comum. Semelhantes a uma bolsinha esférica recheada de líquidos, aparecem isoladamente ou agrupados em unidades menores, como pequenos cachos de uva. Via de regra, dão as caras depois dos 35 anos, em especial na faixa entre 40 e 50. "A partir daí a mama começa a regredir. Os teàdos que envolvem a glândula mamária, chamados de estroma, são substituídos por estruturas fibrosas, o que facilita o desenvolvimento de ástos", explica o mastologista Sílvio Bromberg, do Departamento de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Já as adolescentes e jovens com até 25 anos estão mais sujeitas a outro tipo de alteração - os nódulos. Esses tumores benignos, que os médicos chamam de fibroadenomas, são causados pela proliferação de células glandulares mamárias e estromais durante a formação da mama. Às vezes podem ser flagrados com apalpação até durante o banho. Entretanto, há casos em que, por causa da localização, eles só são descobertos muitos anos mais tarde, quando a mulher já passou dos 4°,5° anos.
Como tantos outros órgãos, os seios estão na alça de mira das bactérias causadoras de infecções - ou mastites, no jargão médico. E elas ocorrem prinápalmente naquela fase da vida em que as mamas preásam desempenhar sua função origi-nal: amamentar. Entre os tipos de mastite, a lactaáonal é o mais comum. A contaminação pode ocorrer pelo mamilo ou chegar por meio do sistema linfático ou da circulação sangüínea. "Em geral apenas uma das mamas é comprometida. A mulher pode amamentar, exceto quando a doença é bilateral e há secreção de pus", ressalva o mastologista Luiz Henrique Gebrim, chefe da disáplina de mastologia da Universidade Federal de São Paulo e diretor médico do Hospital Pérola Byington, na capital paulista. Aparentemente simples, essa infecção merece toda a atenção. "Ela pode mascarar um tipo de câncer chamado carànoma inflamatório", completa Sílvio Bromberg.
A lactação também é afetada pelo fluxo papilar. Sinalizada pela secreção espontânea de um líquido esverdeado, amarelado ou quase transparente pelos mamilos, a doença é mais comum entre as mulheres acima de 50 anos. Isso em razão da dilatação natural dos dutos mamários que ocorre com o passar do tempo. Nas mais jovens, o fluxo parece um leite e é provocado por distúrbios metabólicos, como a hiperprolacternia - circulação exagerada do hormônio prolactina, responsável pela produção do leite, e pelo mau funáonamento da tireóide. Muito importante: se o fluxo é espontâneo, incolor ou sanguinolento em apenas uma das mamas, deve ser investigado o quanto antes. Ai, sim, pode morar o perigo de um tumor maligno.




