Os cientistas não se cansam de sugerir novos caminhos para tratar tumores. Para a biomédica Zulmira Lacava, da Universidade de Brasília, o uso de um líquido que associa ímãs microscópicos - os nanoímãs - e anticorpos capazes de se ligar às células doentes parece promissor. Injetada na corrente sangüínea de camundongos, a substância seguiu direto para o órgão comprometido - um trajeto devidamente rastreado por uma máquina de ressonância magnética. "É possível reconhecer tumores de apenas 3 milímetros, coisa que os exames convencionais não fazem", compara a pesquisadora.

Flagradas, as células cancerosas foram imediatamente destruídas. Ondas eletromagnéticas emitidas por um aparelho botaram os nanoímãs para vibrar, o que produziu um calor fatal para o tecido maligno. Em três anos a novidade o será testada em seres humanos.
 
Acompanhe o passo-o-passo da nova técnica

Um líquido à base de nanoímãs e anticorpos que se ligam ao tumor
é injetado na corrente sangüínea.
 
Com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética é possível rastrear essas substâncias eflagrar o câncer.
 
Daí, ativam-se os nanoímãs usando ondas eletromagnéticas. As células cancerosas são destruídas graças ao enorme calor.