PF investiga redução da oferta de transporte público em pelo menos 5 estados durante o 2º turno

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A PF já abriu ao menos um inquérito e outros quatro procedimentos preliminares para apurar a redução da frota de ônibus do transporte público em diferentes cidades brasileiras neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições presidenciais. As investigações ocorrem em São Paulo, Alagoas, Piauí, Sergipe e Bahia. Há denúncias de eleitores sobre dificuldades para chegar às seções eleitorais.
A situação gerou diversos relatos nas redes sociais desde a manhã. As primeiras publicações apontaram a retenção de ônibus em Salvador (BA), o que levou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a determinar a prisão do secretário municipal de Mobilidade da capital baiana, Pablo Souza, por crime eleitoral.
Em São Paulo, o PT pediu a prisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transportes, Celso Jorge Caldeira, pelo mesmo problema. A prefeitura justificou a redução da oferta de transporte com o argumento de evitar “gastos desnecessários”.
O levantamento do Instituto Democracia em Xeque identificou mais de 773,7 mil publicações nas redes sociais com alertas e denúncias sobre obstáculos enfrentados por eleitores para chegar aos locais de votação no segundo turno. As postagens acumularam mais de 3,9 milhões de interações.
Segundo o relatório, a mobilização digital em defesa do direito ao voto tem crescido, acompanhada de críticas a possíveis restrições ao deslocamento dos eleitores. Entre os relatos estão a redução da frota de ônibus, filas para utilizar o transporte gratuito e problemas na oferta da gratuidade.
A situação também levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin a determinar a prorrogação do horário de encerramento da votação até as 19h em todo o país. Como a decisão não chegou a tempo a diversas seções eleitorais, a medida foi mantida apenas nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas.
A prorrogação ocorreu após a coligação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) apresentar pedidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao STF. No Supremo, Zanin foi sorteado relator do pedido. O PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro, também solicitou a extensão do funcionamento das urnas por mais duas horas, citando chuvas e alagamentos em cidades do Sul do país.

Fonte: Sputnik Brasil.

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