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China aposta no setor de alta tecnologia para impulsionar seu crescimento econômico até 2030

O vice-ministro da Indústria e Tecnologia da Informação da China, Xin Guobin, apresentou os planos do país asiático para desenvolver uma nova geração de indústrias estratégicas capazes de se tornarem pilares da economia nos próximos anos.
Entre as prioridades está a aceleração da aplicação comercial da IA na manufatura. As autoridades também destacaram o desenvolvimento de sistemas de IA embarcados, capazes de permitir que robôs e máquinas automatizadas percebam, aprendam e interajam com seu ambiente.
Liu Yulin, chefe do departamento de desenvolvimento de informação e comunicações do Ministério da Tecnologia chinês, descreveu-os como uma “prioridade absoluta” e afirmou que Pequim acelerará a pesquisa tecnológica, os testes e o desenvolvimento de padrões industriais para preparar sua futura comercialização.
Segundo o South China Morning Post, esses planos fazem parte da estratégia do gigante asiático para promover a autossuficiência tecnológica e a modernização industrial, em um contexto marcado por maiores desafios econômicos, tanto internos quanto externos.
A economia chinesa enfrenta um consumo interno fraco, uma prolongada crise imobiliária e problemas de excesso de capacidade em setores como o de veículos elétricos. Ao mesmo tempo, o país enfrenta uma crescente concorrência internacional em tecnologias avançadas e um escrutínio cada vez maior de suas exportações de produtos de energia limpa.
Nesse cenário, Pequim também busca corrigir desequilíbrios em alguns de seus setores estratégicos.
O funcionário observou que alguns fabricantes apressaram o lançamento de novos modelos sem testes e validação suficientes, levantando preocupações sobre a qualidade e a segurança dos veículos após diversos incidentes envolvendo sistemas de assistência ao motorista e funções automatizadas.
O esforço para fortalecer a fiscalização também coincide com novas medidas relativas aos recursos de segurança veicular. As autoridades implementaram restrições às maçanetas retráteis das portas após um acidente fatal no ano passado, enquanto o maior recall de veículos da história da China foi anunciado recentemente, envolvendo 2,98 milhões de veículos Tesla fabricados no país e importados, além de outros 400.000 veículos Xiaomi.
Segundo o veículo de comunicação, economistas do ANZ Research alertaram que, embora o rápido crescimento da “nova economia” chinesa, especialmente em tecnologia limpa, seja significativo, ainda não é suficiente para compensar a fragilidade do setor imobiliário.

Fonte: Sputnik Brasil.

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