2 de abril de 2020

    Vivendo em família – Relação Familiar

    VIVENDO EM FAMÍLIA – Os pais encaram a delicada tarefa de criar os filhos até que eles sejam capazes de agirem por si mesmos, e o fazem enquanto eles mesmos vão crescendo como pessoas. Podemos ensinar aos nossos filhos tudo que sabemos, mas sem esquecer também tudo que aprendemos deles e com eles. Criar uma família pressupõe experiências compartilhadas entre pais e filhos, que vão vivendo e aprendendo uns com os outros. Neste sentido, muitos psicólogos e educadores parecem concordar que o núcleo familiar é um espaço especialmente adequado para que se destaquem três aspectos essenciais ao correto desenvolvimento da personalidade humana: o amor, a capacidade de disciplina e a autonomia.
    O amor que todos necessitamos, e especialmente as crianças, é aquele que se pode expressar assim: “Te quero não pelo que fazes ou deixas de fazer, mas simplesmente por seres quem és.”

    Este tipo de afeto: 
    » Infunde confiança em quem o recebe; 
    » Lhe ajuda a construir uma imagem de seu próprio valor; 
    » Lhe induz a agir sem temor às conseqüências do fracasso.

    Para encontrar a maneira correta de transmiti-lo devemos levar em conta: 
    » Condenar o pecado, mas não o pecador; 
    » Elogiar a criança por si mesma e não por seus atos; 
    » Demonstrarmos o amor que por ele sentimos;

    A disciplina pressupõe uma ação dirigida a um fim determinado. As crianças precisam conhecer a realidade e ajustar-se a ela para aprender a utilizar as ferramentas que têm ao seu alcance e poder agir com eficácia; 
    Chegar a ser pessoas autônomas, disciplinadas, responsáveis, afetuosas e criativas pressupõe ter que empenhar por reconhecer e delimitar nossa realidade. Seja para compreender, transcender ou simplesmente explorar, todos os territórios da vida devem ser bem definidos por alguns limites e fronteiras onde estão encerrados direitos e deveres.
    Necessitaremos, para percorrer estes espaços, de um grande sentido comum que nos permita enfrentar com inteligência os perigos e termos tolerância para nos mantermos sensíveis e abertos ao desconhecido.
    E, entretanto, vivemos pondo em prática estas estratégias, se as ensinamos também a nossos filhos que, por sua vez, nos estão relembrando, na simplicidade de sua infância, lições de comunicação com o mundo e de confiança na vida. 
    No caminho para a independência e a autonomia, é uma sorte que os pais possam permitir aos filhos acertos e erros de conclusões, desde que não lhes causem danos.
    Toda uma caminhada que termina em fortaleza de ânimo. Não podemos evitar-lhes as frustrações, mas sim podemos estar ao seu lado para ensinar-lhes as lições de cada acerto, o crescimento que cada fracasso pode proporcionar, se sabem interpretar os verdadeiros ensinamentos que encerram.
    A autonomia chegará por si mesma quando se aprende com a própria experiência de que o verdadeiro êxito chega quando o ser humano é capaz de vencer-se a si mesmo.
    Vendo crescer os filhos em família, os adultos recordam sua própria responsabilidade como seres humanos, pertencentes à grande família humana, e comprometidos com a tarefa de ser cada vez pessoas melhores.
    Pais e filhos aprendendo a viver!

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