8 de abril de 2020

    Tratado de Psicologia Revolunionária – O Tecnoestresse

    O Tecnoestresse – Os atuais executivos devem suportar, além das pressões e o crescente nível de desemprego, um novo motivo de estresse, denominado “tecnoestresse”, fenômeno que surgiu como resultado das mudanças incorporadas no mercado pelas novas tecnologias, às quais muitas vezes, eles não se adaptam.
    O medo do fracasso profissional, aliado ao temor da perda do bem-estar econômico estão produzindo um alto nível de estresse entre os executivos, que os transformou, nos últimos tempos, nos clientes favoritos para o divã dos psicanalistas.
    Acidentes cerebrovasculares, problemas cardíacos ou gastrintestinais, assim como impotência, cefaléias e a inclinação a certos vícios, são na atualidade os problemas mais comuns que afligem a classe executiva. A psicóloga Silvia Gelván explicou que “fala-se de tecnoestresse quando se esgotou a capacidade de adaptação às mudanças e, entre os executivos, existe ainda o temor pela perda do poder que lhes confere a hierarquia, fato que traz muita angústia e esgotamento nervoso”.
    “Muitos desses executivos não estão capacitados para adaptar-se às novas tecnologias, especialmente quando se conscientizam que podem depender delas”, disse a especialista. A prática de algum tipo de esporte, o Yoga ou os ansiolíticos são as primeiras armas que eles têm às mãos para combater os sintomas derivados da tensão a que se sentem submetidos.
    Para Gelván, “a solução deveria ser a pessoa avaliar se o tipo de trabalho que está realizando é o que mais lhe convém para seguir adiante em sua vida”. A especialista recomendou “um diagnóstico precoce dos sinais” e expressou: “Quando é muito alta a exigência de adaptação ao sistema e muito grande a pressão é comum que o corpo manifeste sintomas físicos, como as doenças, por exemplo”. “Algumas pessoas que desenvolvem sua tarefa na área executiva têm mais tolerância à adrenalina que outras. Tudo depende da capacidade de adaptação que cada um tem”, apontou, para remarcar que “a melhor opção é revisar o sistema no qual se está incluído”.
    Embora não existem estatísticas concretas, sabe-se que é cada vez maior a percentagem de divórcios entre os executivos. A causa, segundo Gelván, poderá estar em “certas condutas sociais, que incluem a tendência para vícios ou à violência”. “Os executivos levam seu problema trabalhista para o âmbito da família e depositam nela sua agressividade e suas explosões de frustração, fazendo com que, muitas vezes, se rompam seus vínculos afetivos”, explicou.
    A profissional acrescentou que uma das melhores opções para sair de uma situação do tecnoestresse executivo é “dar mais valor às horas de folga e descanso e desfrutar delas como merece”.

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