18 de janeiro de 2020

Toxicologistas Critcam Lei – Corpo e Saúde

Toxicologistas Critcam Lei – A Portaria 321, de 1997, da antiga Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, eliminou da embalagem dos inseticidas de uso doméstico a advertência “Cuidado, perigoso se ingerido, inalado ou absorvido pela pele!” e a substituiu por “Cuidado! Perigoso”, que é mais genérica e menos eficaz, segundo Sezifredo Paz, consultor técnico do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).
Outra crítica do Idec à portaria é a permissão de substâncias mascarantes para atenuar o odor forte, induzindo o consumidor a exageros no uso, segundo entidade. O órgão questiona também a existência de marcas iguais, mas de composições químicas distintas, o que geraria confusão no atendimento de intoxicações.
As preocupações do Idec são compartilhadas por toxicologistas como Anthony Wong, coordenador do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas de São Paulo, Ronan Vieira (coordenador) e Angelo Trapé, do CCI (Centro de Controle de Intoxicações) da Unicamp, Igor Vassilief, da Unesp em Botucatu, e Darciléa Alves do Amaral, coordenadora do CCI de São Paulo.
Segundo Tânia Pich, gerente-geral de produtos de risco da Anvisa, por ser mais curta, a expressão “Cuidado, Perigoso” pode ter mais destaque. A Anvisa, diz ela, não autoriza rótulos com expressões superlativas, à exceção da frase “Mata tudo”, que, por ter registro anterior à atual legislação, somente poderia ser proibida por processo judicial. Não há no mercado inseticidas com cheiro atenuado, afirma Pich, e em 2003 será publicada portaria limitando a presença de mascarantes a 0,5% da composição do produto. Ela admite que a agência poderá formar grupo para estudar questionamentos à existência de marcas iguais e composições diferenciadas.
“Não vemos necessidade de mudança uma vez que a rotulagem é suficientemente clara sobre a finalidade do uso do produto e o ativo utilizado”, afirma Hugo Chaluleu, presidente da Abas (Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários). Chaluleu diz também que a indústria eliminou o uso de perfumes em inseticidas. Segundo ele, a maior parte das intoxicações é causada por produtos clandestinos. Para enfrentar esse problema, a Anvisa instituiu um grupo de trabalho. Fonte: Revista Galileu.

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