26 de janeiro de 2020

Sem medo de Envelhecer – Comportamento

Sem medo de Envelhecer – Tudo pode começar num dia como outro qualquer em que você vai pela rua e de repente um adolescente pede uma informação, tratando-a por “senhora”. Com muitas mulheres tal fato pode desencadear numa crise de identidade porque a mulher não tinha assumido que o tempo estava passando para ela e foi um adolescente que abriu-lhe os olhos para uma realidade que tanto assusta: a maturidade. 
Os sintomas do envelhecimento parecem desenvolver-se muito rapidamente como se nossa primeira etapa da vida tivesse sido filmada em câmera lenta e agora o filme tivesse pressa em terminar. Mas as mulheres atuais têm uma grande vantagem sobre suas avós, por exemplo. O mercado de trabalho está aberto tanto aos homens quanto às mulheres qualificadas. Isso é um ponto positivo. Há outro, que é a cirurgia plástica estética, que propicia uma maturidade muito mais receptiva. Mas o principal é que a mulher moderna tem a opção de decisão sobre a sua vida, o que não acontecia no passado. Tal condição também se aplica ao fato de não temer a menopausa, nem envelhecer, pois é uma etapa esperada na vida de cada mulher, a qual pode ser vivida com plenitude. Tudo é uma questão de escolha pessoal.
Algumas mulheres que amadurecem com consciência disso pensam assim: 
“Antes eu pensava que o fato de chegar aos 40 anos era sintoma claro do começo do envelhecimento. Mas agora que estou com essa idade, não me sinto envelhecendo.” 
“A chegada da menopausa foi para mim como um segundo nascimento. Comecei a desfrutar mais o sexo, porque já não há a preocupação de uma gravidez indesejada.” 
“Agora me dou conta que a vida se vive muito às pressas sem tempo para aprender ou desfrutar as alegrias da vida, Agora com o início desta nova etapa em minha vida, cada segundo, cada instante que vivo é saboreado plenamente, sem pressa.” 
Infelizmente, nem todas as mulheres chegam a esta etapa da vida com essa visão clara e otimista; muitas, pelo contrário, vivem a maturidade com medo e em vez de experimentar e saborear esta etapa da vida, escondem-se sob uma concha, lamentando-se sobre como a vida “passou” tão rapidamente para elas. Acomodam-se em envelhecer e deixam que as células que formam seu corpo se deteriorem e oxidem porque simplesmente chegaram aos quarenta ou cinqüenta anos. As crises existenciais se sucedem: são os filhos que deram tanto trabalho e depois partem para viver suas próprias vidas; são os maridos que provavelmente saem em busca de aventuras, sempre com mulheres mais jovens e mais bonitas. E o que fazer com a própria vida agora que vivem como “velhas”? E, o que é pior, se encontram sem um rumo, pois toda a vida foi dedicada à família. 
Estes pensamentos negativos bloqueiam a visão correta e realista de todas as possibilidades de se viver com prazer a maturidade. E a causa mais plausível dessa conduta é uma carente auto-estima que não permite “ver” a própria individualidade. Esse comportamento errôneo pode levar a problemas mais sérios como a ansiedade e a depressão, esses sim, realmente impedem que a vida possa recomeça aos 40. 
Querendo, é possível às mulheres chegarem aos cinqüenta anos cheias de energia para centrar-se nos muitos benefícios que têm pela frente, com o passar dos anos. Chegar aos cinqüenta têm algo de simbólico porque assinala, de algum modo, a metade da vida. É um período de meditação, de reencontro com os valores interiores. Pode-se também sofrer perdas importantes, como enviuvar-se e enfrentar períodos de dolorosa solidão, se não foi aprendido a tempo o praticar a própria individualidade.

Segundo especialistas no assunto, dez tipos de solidão estão relacionadas com esta etapa da vida: 
1) Sentir falta de uma pessoa especificamente;

2)
Sentir falta de ser amada e querida;

3)
Sentir falta da possibilidade de vir a amar outra vez;

4)
Sentir falta de uma relação amorosa sincera e profunda;

5)
Sentir falta de ter pessoas à sua volta, em casa;

6)
Sentir falta de compartilhar as tarefas cotidianas com outra(s) pessoa(s);

7)
Sentir falta ou “invejar” a forma de vida de outras pessoas casadas;

8)
Sentir falta da satisfação de sair acompanhada;

9)
Ter que intensificar as demais relações;

10)
Ter problemas para constituir novas amizades. 
Se o seu caso de solidão está relacionado com a viuvez, o fim do casamento ou de uma relação, e, ainda, se isso coincide com o período de começar a envelhecer, os especialistas dão os seguintes conselhos:
– Não critique ou julgue suas próprias necessidades, pois elas não significam sintoma de debilidade ou de falta de auto-suficiência. Se deseja estar acompanhada, se sentir querida, não hesite em tomar iniciativas para isso. Procure relações de amizade com pessoas de sua faixa etária, procure expressar essa necessidade sem restrições. É evidente que não necessitamos dos outros como se fossem alimentos para nossa sobrevivência, mas se você sente necessidade de compartilhamento com outras pessoas, não se prive disso. 
– Reprimir os sentimentos de tristeza implica em reprimir os de alegria: por isso não se reprima e dê vazão, de alguma forma, a seus sentimentos. 
– Aceitar-se como se é e amar a vida, deixando-a fluir livremente é um excelente remédio. Não importa a idade que se tenha ou em que contexto social se esteja inserido: o que importa é não acumular sentimentos negativos e procurar ser feliz, pois esse é o único preço que a vida cobra de cada ser humano, independente da idade que esteja vivendo.

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