6 de abril de 2020

    Sedução do Púbis – Amor e Paixões

    As mulheres estão encarando a depilação como aliada na hora de seduzir os homens. Será que os formatos inovadores aumentam o desejo dos parceiros?

    Sedução do Púbis – Os pêlos pubianos já foram vistos como mera proteção. E como inimigos do biquíni. Bastava a temperatura subir para as mulheres correrem para a depilação. Pois esse hábito, uma questão de sobrevivência na praia, virou aliado quando o assunto é sexo. Cera e lâmina são os acessórios eleitos para esquentar a cama, emoldurando e tornando a vagina uma surpresa para os homens. 
    Essa criatividade não é nova. Nos anos 70, algumas tingiram os pêlos com anilina. Depois trançavam e os exibiram para fora das tangas. Nos anos 90, o fio-dental provocou um desmatamento. Sobrou um bosque do que era a “mata atlântica”. A moda chegou dos Estados Unidos pelas mãos das J. Sisters, as capixabas que esculpem a virilha – e a vida sexual – das hollywoodianas. A atriz Gwyneth Paltrow declarou que a depilação à brasileira mudou sua vida. Não dá para subestimar o poder de sedução do púbis. Aqui, duas mulheres revelam o que estão fazendo com os pêlos e contam o que a decoração íntima muda na cama e fora dela.

    Alessandra e Ricardo.
    ELA: “Excesso de pêlo é um balde de gelo no tesão. Por esse motivo, invisto em desenhos diferentes. Minha forma favorita parece ter saído de um filme pornô, com um triângulo mínimo frontal e o restante depilado até lá atrás. Como sempre usei gilete, quando os pelos começam a crescer sinto muita coceira. Isso atrapalha na hora de transar. Então, dou um intervalo à pele. Agora estou usando o estilo básico, com triângulo na frente, feito com cera quente, e pêlos nos grandes lábios. Sofro demais para tirar, chego a ficar com lágrimas nos olhos, mas vale a pena. Não acho que aumente o prazer físico. O efeito é psicológico. Temos muito mais prazer só de ver tudo depilado.” ELE: “adoro as variações, mas tem um estilo que curto mais. É o que ela diz ter saído de um filme pornô e que eu chamo de hitler. A única área onde permanecem os pêlos é o púbis. É de enlouquecer. O estímulo é visual. Fica lindo e sinto que, só por achar bonito, o tesão é muito maior. O fato de ser peladinha me dá a sensação de higiene, e isso também é um estímulo e tanto. Ela sabe que eu gosto do mínimo de pêlos – até já pedi que ela tirasse tudo, tudo mesmo.”

    Antônia e Nelson. ELA:
    “Tirava só uma faixinha de pêlos na virilha e morria de vergonha de fazer qualquer coisa diferente. Foi a minha depiladora que me apresentou as decorações de borboleta, flor, passarinho. Gostei do coração e resolvi experimentar para sair da rotina, para chegar com uma novidade na cama. No momento em que o Nelson me viu, fez um olhar de sem-vergonha. A partir desse momento, o sexo ficou mais apimentado. Aprendi a provocar e a ser eu mesma sem achar que cairia no vulgar. Ficamos mais livres, desenvolvemos um lado brincalhão. Isso levantou nosso astral. O sexo deixou de ser daquele jeito meio mecânico, ele acorda de manhã e me puxa para perto. É muito mais divertido: saio do banho, tiro a toalha e tem um coração ali. De brincadeira em brincadeira, quando nos damos conta, estamos superexcitados.” ELE: “A Antônia sempre usou os pelos pubianos de um jeito careta. Só tirava um pouco na virilha. Por isso nunca tive um olhar erótico para essa parte do corpo dela. Para mim, era só um monte de pêlo cobrindo a vagina. Até que ela apareceu decorada com um coração. Foi uma surpresa, mas não um choque. Na hora elogiei a mudança. Disse que era delicado, que ressaltava a feminilidade dela. O tesão não mudou, mas pedi a ela que continuasse a inventar. A diferença está na surpresa. O desejo vem com a novidade.”

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