21 de janeiro de 2020

Origem do Vegetarianimos e os Termos Derivantes – Introdução a Culinária Vegetariana

Origem do Vegetarianimos e os Termos Derivantes – Introdução a Culinária Vegetariana

Vegetarianismo é um regime alimentar que exclui da dieta todos os tipos de carne (boi, peixe, frutos do mar, porco, carneiro, frango e outras aves, etc), bem como alimentosderivados. É baseado fundamentalmente noconsumo de alimentos de origem vegetal, com ousem o consumo de laticínios e/ou ovos.
A Vegetarian Society, fundada em 1847, reivindicater “criado a palavra vegetarian (vegetariano)do latim vegetus, que significa ‘vivo’ (que é comoos primeiros vegetarianos disseram se sentir coma dieta. Entretanto, o dicionáriode inglês Oxford, entre outros dicionários padrões, afirmam que a palavra foi formadado termo “vegetable” (vegetal) e o sufixo “-arian”.O dicionário de inglês Oxford também aponta a evidência que indica que a palavrajá era usada antes da fundaçãoda Vegetarian Society:
1839 – “Se eu tivesse que cozinhar, inevitavelmenteme tornaria vegetariano.” (F. A. Kemble, Jrnl. Residence on Georgian Plantation (1863) 251) 1842 – “Dizer aum vegetariano saudável que sua dieta é bastante antipática com os desejos de sua natureza.” (Healthian, Apr. 34). Mas observa que: “O uso geral da palavra aparente aumentou muito devido à criação da Vegetarian Society em Ramsgate em 1847. Confusão de termos: Vegetarianismo é uma palavra ambígua, ou seja, que tem mais deum sentido. No sentido de gênero, fala abrangendo todas as formas de vegetarianismo. No sentido de espécie, designa o verdadeiro sentido da palavra, o vegetarianismoestrito (que não consome nenhum produto de origem animal). Nisso faz-sediversas confusões. As mais comuns são: simplificar o ovolacto vegetarianismo por vegetarianismo; e confundir vegetarianismo estrito com veganismo. Devido a isso se emprega o termo “dieta vegana”, para indicar a dieta vegetariana estrita. Veganismo não é dieta alimentar, vegetarianismo sim. Ocorreto é sempre “dieta vegetariana”. Ao referir-se à alguém que não se alimenta com nenhum produto de origem animal, usa-se o termo “dieta vegetariana estrita”.
Origem e história do vegetarianismo: Ovegetarianismo tem sua origem na tradição filosófica indiana, que chega ao Ocidente na doutrina pitagórica. Nas raízes indianase pitagóricas do vegetarianismo são ligadas a noçãode pureza e contaminação, não correspondendo com a visãode respeito aos animais. O nascimento de uma sensibilidade em relaçãoaos animais, que condena o consumo de animais por motivos morais ou solidários, é muito recente na história da humanidade e data a partir do século XIX em alguns países da Europa. O vegetarianismo ético, que visa o respeito pela vida animal teve origem na Antiguidade, sendo que ao longo da História da humanidade, inúmeros autores têm vindo a criticar e questionar consumo de carne com base nesse aspecto, por exemplo Mahavira, Asoka, Plutarco, Porfírio, Ovídio, São Ricardo de Wyche, Leonardoda Vinci, John Ray, Thomas Tryon, Bernard Mandeville, Alexander Pope, Isaac Newton, Voltaire, George Cheyne, David Hartley, Oliver Goldsmith, Joseph Ritson, LewisGompertz, Johnny Appleseed, Percy Bysshe Shelley, Alphonse de Lamartine, Amos Bronson Alcott, William Alcott, Gustav Struve, Georg Friedrich Daumer, Richard Wagner, Liev Tolstoi, George Bernard Shaw, Romain Rolland, Élisée Reclus, Mahatma Gandhi, Franz Kafka, Isaac Bashevis Singer, Albert Einstein entre muitos outros. Este facto é demonstrado por autores como Howard Williams, Rod Preece, Norm Phelps, Walter e Portmess e Rynn Berry. Uma das passagens mais antigas a favor de um vegetarianismo ético surgiu quando Ovídio, nas Metamorfoses pôsna boca de Pitágoras estas palavras: “Que crime horrível lançar em nossas entranhas as entranhas de seres animados, nutrir na sua substancia e no seu sangue o nosso corpo! para conservar a vida a um animal, porventura é mister que morra um outro? Por ventura é mister que em meio de tantos bens que a melhor das mães, a terra, dá aos homens com tamanha profusão, prodigamente, se tenha ainda de recorrer à morte para o sustento, como fizeram ciclopes, eque só degolando animais seja possível cevar a nossa fome? É desumanidade não nos comovermos com a morte do cabrito, cujos gritos tanto se assemelham aos das crianças, e comermos as aves aque tantas vezes demos de comer. Ah! quão pouco dista dum enorme crime! Este trecho de Ovidio reflecteos ensinamentos dos pitagóricos no primeiro século.
Já na era cristã São João Crisóstomo escreveu que a alimentação carnívora é uma luxúria e que o Homem ao comer carne é piorque os animais selvagens, que só têmesse forma de se alimentar em. No Renascimento os ensaios de Michel de Montaigne evidenciam bastante sensibilidade para com os animais. Exemplo disso é aseguinte passagem: “Nunca pude ver sem constrangimento perseguir e matar inocentes animais, quase sempre indefesos, e dos quais nunca o homem recebeu a mais pequena ofensa.Ou ainda: Para algumas mães é um passatempo ver o filho torcer o pescoço de um frango, bater ou magoar um cão ou um gato isso são meios, sementes e raízes da crueldade, tiraniae traição. Poucos anos depois, Bernard Mandeville foi um dos muitos autores que criticaram o consumo de carne com base nos motivos éticos: “Eu não posso compreender como um homem, que não está inteiramente endurecido e habituado à vistado sangue e do massacre, possa assistir sem remorso ao massacre de animais como o boi e o carneiro, nos quais o coração, o cérebro, os nervos, diferem tão pouco dos nossos, e cujos órgãos dos sentidos, e por consequência do coração, são os mesmos que no ser humano. Por sua vez, já no século XIX Lamartine estava convencido deque “matar os animais para nos sustentarmos com a sua carne e o seu sangue é umadas mais deploráveise das mais vergonhosas enfermidades da condiçãohumana.

Sobre o Autor

O despertar da Consciência é nosso sistema de publicação automático dos conteúdos.

    Postagens Relacionadas