17 de fevereiro de 2020

O que é efeito placebo? – Curiosidades e Informações

O que é efeito placebo? – Há várias definições para o efeito placebo, mas todas giram em torno da melhora que alguns doentes experimentam quando submetidos a um tratamento que não deveria causar nenhum benefício. A partir da década de 30, quando começaram os modernos testes para remédios, o efeito começou a ser observado com mais atenção pelos cientistas. Nos testes, os indivíduos estudados são divididos em dois grupos. O primeiro é tratado com a droga enquanto o outro recebe um placebo – isto é, algo que imita a aparência e o gosto da substância testada, mas é quimicamente inativo. Em 1955, num artigo célebre, o americano Hebry Beecher estimou que 35,5% das pessoas apresentam o efeito, e essa proporção se tornou um padrão aceito pela medicina. Mas estudos mais recentes mostram que, em alguns casos, os índices chegam a 80%. Durante décadas, os cientistas tentaram entender quais eram as características das pessoas que respondiam positivamente ao placebo. Terminaram chegando à conclusão oposta. “Trata-se de uma capacidade universal, que todos temos”, diz o psiquiatra Walter Brown, da Universidade de Brown.

A linguagem das cores
– A aparência do comprimido falso é um elemento importante para a ocorrência do efeito placebo. Com o tempo, os pesquisadores foram identificando, por exemplo, que determinadas cores favoreciam certas reações orgânicas. Veja abaixo:

Azul:
Sedativo; ajuda a dormir e relaxar.

Amarelo:
Efeito de vitamina; fortifica o organismo.

Vermelho:
Estimulante; durante muito tempo foi o padrão para todos os placebos. 

Verde:
Bom para combater a ansiedade.

Cinza:
Sugere algum tipo de efeito misterioso.

As origens da má fama –
Placebos foram largamente usados ao longo da história. O grego Hipócrates, que viveu no século 5 a.C. usava como medicamentos “carne de víbora, fluido espermático de rãs, excreções de animais e óleo santo”. Com eles procurava estimular as “forças curadoras da natureza” e se tornou o médico mais famoso de seu tempo e pai da medicina ocidental. O desenvolvimento da farmacologia, a partir do século 19, mostrou que a maior parte da medicina praticada por séculos não tinha qualquer base química. Além disso, até meados do século 20, os médicos enfrentavam a concorrência de profissionais que tratavam problemas de saúde com rezas, simpatias e tônicos milagrosos, muitas vezes agindo de má-fé. Tudo isso contribuiu para que, a partir dos anos 50, os placebos passassem a ser malvistos, considerados sinônimos de uma era não científica e obscurantista e tendo sua utilização proibida por médicos. Fonte: Trechos extraídos da revista Galileu.

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