24 de janeiro de 2020

O Primeiro Beijo – Crianças


Pode ser legal, indiferente ou ruim. Mas todos querem.

O Primeiro Beijo – Eles ainda têm muito de criança, mas as primeiras mudanças que anunciam a adolescência já aparecem no corpo e os despertam para nova brincadeira: o jogo do relacionamento com o sexo oposto. Divagam, sonham, trocam olhares, criam cumplicidade, aprendem a se mostrar interessados e interessantes. Tudo em matéria-prima para um grande momento: o primeiro beijo. Quando acontece, uma palavrinha pode resumir uma torrente de sensações: “Nossa!” Foi o que conseguiu dizer Laysa, estudante da 6° série , quando beijou o colega João Victor na 5° série, os dois com 11 anos. Ele respondeu: “Quê?” Ela: “Nada”.
Com medinho – O nada foi tudo. Laysa demorou a pegar no sono nesse dia. “Eu não parava de pensar, não podia acreditar que tinha acontecido.” Como foi? Ela e duas amigas dançavam juntas numa festa. João Victor olhava de longe. As três tentavam descobrir em quem ele estava interessado. Um amigo perguntou se Laysa queria ficar com João Victor. Sim, ela queria, “com um medinho”. Ele se aproximou, começou a conversar. As amigas queriam ficar por perto, olhando. Laysa não deixou. João Victor foi se aproximando mais, e Laysa andando para trás até encostar numa parede. “Eu estava nervosa, suada, aí ele beijou”. Demorou? “Foi um tempo razoável. Achei nojento no começo, mas depois tudo bem. Para a minha amiga deu tudo errado. Ela não parava de rir. O menino chegava perto e ela estourava de rir mais ainda”, lembra Laysa. O primeiro beijo é assim. Pode ser muito legal, indiferente ou ruim. Mas todos, meninas e meninos, querem ter a experiência. Quem já beijou se sente melhor na turma. Raphael, que na 7° série, diz que beijou por isso a lembrança que ficou do primeiro beijo pareceu que o incomoda. “Ah, não sei, foi meio forçado”.
Conta, não conta – Os meninos não abrem muito o jogo nesse assunto. Costumam se irritar com a curiosidade alheia. “Eles não são de comentar em casa. É uma fase de afastamento da mãe e sentem que ficar de conversinha é atitude de menininho”, explica a psicóloga. A tendência das meninas é contar. “Quando existe uma relação de confiança com a mãe, as confidências começam antes, sobre o desejo de beijo”, diz a psicóloga. O momento é de nova aliança entre elas. “A mãe até torce para acontecer o primeiro beijo e ajuda a filha a se arrumar, a ficar mais bonita”. Ter esse tipo de segredinho com a mãe é um avanço. Não é coisa de nenê, mas de mulheres companheiras.
Não é hora – Um terço das meninas e metade dos meninos transaram antes dos 15 anos, segundo pesquisa de 1999 do Ministério da Saúde. O primeiro beijo, entre os 10 e 12 anos, não significa que levará ao ato sexual. “Não é hora de conversar sobre sexo, pílula ou camisinha, a não ser que haja muita diferença de idade entre o menino e a menina”, diz.
Respeite os limites que o filho impõe sobre o assunto, mas, se houver intimidade e confiança, o pré-adolescente poderá gostar da pergunta: “Já beijou?” Talvez seja a oportunidade para tirar as dúvidas.
Procure saber sobre as características do grupo de amigos, a idade e outros interesses, como drogas e bebidas.

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