23 de fevereiro de 2020

    O catolicismo – Religiões

    O catolicismo – Esta é a vertente do Cristianismo mais disseminada em todo o mundo. No Brasil, é a religião que concentra o maior número de adeptos. Baseia-se na crença de que Jesus foi o Messias, enviado à Terra para redimir a Humanidade e restabelecer nosso laço de união com Deus (daí o Novo Testamento, ou Nova Aliança).
    A Trindade é um dos mais importantes preceitos católicos, ou seja, do Deus Pai, do Deus Filho (Jesus Cristo) e do Espírito Santo. Estes três seres seriam ao mesmo tempo Um e Três.
    Na verdade, existem os chamados Mistérios Principais da Fé, os quais constituem os dois mais importantes pilares do Catolicismo. Eles são:
    – A Unidade e a Trindade de Deus.
    – A Encarnação, a Paixão e a Morte de Jesus.
    O termo “Catolicismo” significa universal, e a primeira vez em que foi usado para qualificar a Igreja foi no ano 105 d.C., numa carta de Santo Inácio, então bispo de Antióquia. No século 2 da Era Cristã, o termo voltou a ser usado em inúmeros documentos, traduzindo a idéia de que a fé cristã já se achava disseminada por todo o planeta. No século 4 d.C., Santo Agostinho usou a designação “católica” para diferenciar a doutrina “verdadeira” das outras seitas de fundamentação cristã que começavam a surgir. Mas foi somente no século 16, mais precisamente após o Concílio de Trento (1571), que a expressão “Igreja Católica” passou a designar exclusivamente a Igreja que tem seu centro no Vaticano. Cabe esclarecer que o Concílio de Trento aconteceu como reação à Reforma Protestante, incitada pelo sacerdote alemão Martin Lutero.
    Em linhas gerais, podemos afirmar que o Catolicismo é uma doutrina intrinsecamente ligada ao Judaísmo. Seu livro sagrado é a Bíblia, dividida em Velho e Novo Testamento. Do Velho Testamento, que corresponde ao período anterior ao nascimento de Jesus, o Catolicismo aproveita não somente o Pentateuco (livros atribuídos a Moisés), mas também agrega os chamados livros “deuterocanônicos”: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, Macabeus e alguns capítulos de Daniel e Ester. Esses livros não são reconhecidos pelas religiões protestantes.
    O Catolicismo ensina que o fiel deve obedecer aos Sete Sacramentos, que são:
    a) Batismo: O indivíduo é aceito como membro da Igreja, e portanto, da família de Deus.
    b) Crisma: Confirmação do Batismo.
    c) Eucaristia (ou comunhão): Ocasião em que o fiel recebe a hóstia consagrada, símbolo do corpo de Cristo.
    d) Arrependimento ou Confissão: Ato em que o fiel confessa e reconhece seus pecados, obtendo o perdão divino mediante a devida penitência.
    e) Ordens Sacras: Consagração do fiel como sacerdote, se ele assim o desejar, e após ter recebido a preparação adequada.
    f) Matrimônio: Casamento.
    g) Extrema-unção: Sacramento ministrado aos enfermos e pessoas em estado terminal, com o intuito de redimi-las dos seus pecados e facilitar o ingresso de suas almas no Paraíso. O Culto a Maria e aos Santos: Além do culto a Jesus, o Catolicismo enfatiza o culto à Virgem Maria (mãe de Jesus Cristo) e a diversos santos. Este, aliás, foi um dos pontos de divergência mais sérios entre a Igreja Católica e outras correntes cristãs.
    Para os protestantes, por exemplo, a crença no poder da Virgem e dos santos, enquanto intermediadores entre Deus e os homens, constitui uma verdadeira heresia. No entanto, os teólogos católicos diferenciam muito bem a adoração e a veneração: eles explicam que, na liturgia católica, somente Deus é adorado, na pessoa de Jesus, seu filho unigênito. O respeito prestado à Virgem Maria e aos santos (estes últimos, pessoas que em vida tiveram uma conduta cristã impecável e exemplar) não constitui um rito de adoração.
    Vale ressaltar que o processo de canonização – que consagra uma pessoa como “santa” – é minucioso, estende-se ao longo de vários anos e baseia-se numa série de relatos, pesquisas e provas testemunhais.Céu e o Inferno: A recompensa máxima esperada pelo fiel católico é a salvação de sua alma, que após a morte adentrará o Paraíso e lá gozará de descanso eterno, junto de Deus Pai, dos santos e de Jesus Cristo. No caso de um cristão morrer com algumas contas em aberto com o plano celestial, ele terá de fazer acertos – que talvez incluam uma passagem pelo Purgatório, espécie de reino intermediário onde a alma será submetida a uma série de suplícios e penitências, a fim de se purificar. A intensidade dos castigos e o período de permanência nesse estágio vai depender do tipo de vida que a pessoa levou na Terra.
    Mas o grande castigo mesmo é a condenação da alma à perdição eterna, que acontece no Inferno. É para lá que, de acordo com os preceitos católicos, são conduzidos os pecadores renitentes. Um suplício e tanto, que jamais se acaba e inclui o convívio com Satanás, o senhor das trevas e personificação de todo o Mal.

    O que significa pecar?
    Pecar é não obedecer aos 10 Mandamentos de Moisés, incorrer num dos Sete Pecados Capitais, desrespeitar os 5 Mandamentos da Igreja ou ignorar os Mandamentos da Caridade.
    Os 10 Mandamentos da Lei de Deus são:
    1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
    2. Não tomar Seu santo nome em vão.
    3. Guardar domingos e festas.
    4. Honrar pai e mãe.
    5. Não matar.
    6. Não pecar contra a castidade.
    7. Não furtar.
    8. Não levantar falso testemunho.
    9. Não desejar a mulher do próximo.
    10. Não cobiçar as coisas alheias.
    Os Sete Pecados Capitais são:
    1. Gula
    2. Vaidade
    3. Luxúria
    4. Avareza
    5. Preguiça
    6. Cobiça
    7. Ira
    Os Mandamentos da Igreja são:
    1. Participar da Missa nos domingos e festas de guarda.
    2. Confessar-se ao menos uma vez ao ano.
    3. Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
    4. Santificar as festas de preceito.
    5. Jejuar e abster-se de carne conforme manda a Santa Madre Igreja.
    E os Mandamentos da Caridade são:
    1. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.
    2. Amarás a teu próximo como a ti mesmo.

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