23 de janeiro de 2020

O castigo – Relação Familiar

O CASTIGO – Entre todas as atitudes pedagógicas o castigo é a mais forte. Contudo o castigo é indispensável quando se trata da disciplina, do bem publico e da moral. O castigo disciplinar alcançou no Direito Penal uma concretização maciça. Os castigos disciplinares são para atemorizar os perturbadores da ordem, pois o bem comum está acima do bem particular. O castigo deriva do princípio da jurisprudência universal, que é: “Nulla lex sine sanctione”, isto é: Não existe lei sem sanção”. O castigo é o resultado da violação de uma ordem física ou moral. A violação da ordem moral pelo pecado torna-se um castigo por si só, pois a separação de Deus é a essência do castigo eterno. Por isso diz Henz Hubert: “Torna-se um castigo para si mesmo todo aquele que pratica a desordem moral”. O bom educador deixa muitas vezes sem castigo exterior aquele que se refaz da sua má ação. Todo e qualquer castigo que leve o educando a odiar o educador é antipedagógico. É sempre melhor prevenir do que remediar. O educador nunca deve esquecer a finalidade pedagógica do castigo, explicando-a ao educando. Isto servirá para formação de seu caráter e do seu autodomínio. Isto elevará o educando.
O castigo público opõe-se ao processo educativo, a não ser quando a falta é pública ou coletiva. Observação – Um grande meio para evitar os castigos é : despertar a co-responsabilidade e a colaboração do educando. A co-responsabilidade é a participação na organização e estruturação da vida familiar, escolar e social. Ela traz as seguintes vantagens: 1) É útil para a criação de uma personalidade responsável, criativa e independente. 2) Introduz uma disciplina voluntária e assumida pela comunidade toda, o que traz alívio ao educador. 3) Produz a vivência e a realização de valores morais, sociais e políticos, despertando em todos a necessidade da ordem e da lei. Evitam-se, assim, as fraudes escolares e os complôs contra a autoridade… 4) Dá ensejo ao domínio de si próprio e ao conhecimento dos outros. 5) Aprendizagem de formas parlamentares democráticas: hábito de falar em público e exprimir sua opinião, hábito de escutar o adversário com cortesia e de dirigir reuniões e discussões respeitando os direitos da minoria. 6) Elevação geral da harmonia e vida comunitária da família, escola ou educandário.

(Extraído do Livro ” MENS SANA” , Albino Aresi)

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