6 de abril de 2020

    Músicas e Danças Gauchescas

    Músicas e Danças Gauchescas – As músicas e, por conseqüência, as danças gaúchas demonstram o sincretismo étnico na formação cultural do povo do Rio Grande do Sul. De acordo com estudos anteriormente realizados, o primeiro contigente a influir na formação das danças sul-rio-grandenses foram os colonos açorianos, que aportaram no Estado em 1752.

    A partir daí, fomos incorporando a bagagem cultural, juntamente com o ouvido, das demais correntes migratórias européias, africanas e de países latino-americanos. Ao longo do tempo, as músicas tocadas no RS adquiriram roupagem própria, com suas variantes, ficando cada estilo a critério de cada grupo ou indivíduo. Este fato refletiu-se nos segmentos derivados da musicalidade, como a dança por exemplo. Ou seja, a dança é a expressão corporal do som e não o contrário. Aqui no Estado não foi diferente.

    As músicas e danças gauchescas vinculam-se ao meio rural, independente da região mas com as características da colonização das mesmas. Assim poderíamos elencar desde o Vaneirão ( cuja raiz está na havaneira) até os ritmos “importados” do Prata, como o Chamamé e a Milonga, entre outros.

    Da mesma forma citamos o Fandango, uma manifestação festiva das mais tradicionais do RS. A sua origem está nas danças do século passado, apresentadas de forma mais ou menos comuns: acompanhados à viola, tinham uma parte cantada e outra, com solo instrumental, sapateada. Os fandangos, com exceção das Tiranas, eram portugueses ou luso-brasileiros – vindos de outros estados do Brasil. O seu ciclo predominou no Rio Grande do Sul, desde o início do século XIX até a guerra do Paraguai (1865-1870), quando os novos ritmos trazidos pela gaita e liderados pela Valsa propiciaram o surgimento de novas opções e estilos de música e dança.

    Hoje, contudo, os festivais de música nativista estabeleceram um novo padrão, tanto na música em si como nas letras. Sempre lembrando de suas raízes musicais as novas composições, entretanto, apresentam-se dentro de um estilo mais contemporâneo, o qual não se apega apenas ao bucólico, mas, também, à realidade do cotidiano.

    Referência bibliográfica: Danças Tradicionais Rio-grandenses-Côrtes, J. C. Paixão.
    Curso de Tradicionalismo Gaúcho – Fagundes, Antonio Augusto.

    Bibliografia básica consultada:
    FAGUNDES, Antonio Augusto. Curso de Tradicionalismo Gaúcho, Porto Alegre,Martins Livreiro, 1995)
    CASTILLO, Carlos. Fogão Campeiro. Porto Alegre, Martins Livreiro, 1995.

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