4 de abril de 2020

    Mulher e Mulher – Medicamentos na Gravidez

    MEDICAMENTOS NA GRAVIDEZ – Uma em cada três grávidas usa remédio por conta própria, sem consultar o médico. É um hábito perigoso para a saúde da mãe e do bebê. Em nenhum outro momento da vida a mulher fica tão tentada a correr à farmácia do que quando está grávida. Ela se sente desconfortável, os enjôos e as torturas aparecem, o estresse aumenta e quase todas as partes do corpo incham ou doem. E os comprimidos milagrosos estão sempre ali, ao alcance da mão. Só que é exatamente nessa fase que surgem os mais fortes argumentos para ficar bem longe das drogarias. A ingestão de remédios – até mesmo os mais banais – pode causar sérias complicações à saúde do bebê. Dependendo da química e da quantidade, eles provocam hemorragias, elevam a frequência cardíaca do feto e causam até anomalias. É por isso que os médicos temem passar receitas às grávidas. E essa é a razão que leva muitas delas a optarem por suportar a dor. 
    No Brasil, o assunto não tem merecido tanta atenção das futuras mamães. A automedicação é um hábito para 30% das mulheres grávidas, que tomam remédios por critérios próprios sem consultar um médico.
    Ligado à mãe por duas artérias e uma veia – conjunto que forma o cordão umbilical – e protegido por uma camada de gordura – a placenta -, o feto sente os efeitos de tudo que se passa com a grávida. Como a quantidade de água que circula no corpo dobra nessa época (passa de quatro para oito litros), aumenta o espaço por onde as drogas podem ser distribuídas. Isso amplia o efeito dos medicamentos. Sem falar que o feto tem uma capacidade bem menor de metabolizar e excretar as substâncias e, assim, fica muito mais tempo com a química estranha no corpo. A polêmica sobre o uso de remédios é ainda maior porque não se fazem muitas pesquisas e, das poucas que existem, os resultados ainda são duvidosos.
    Em suma, um desarranjo na arcada dentária nem sempre significa um desequilíbrio da ATM. Por outro lado, quem o apresenta está mais sujeito ao problema quando sofre a influência dos fatores anteriores. Outro fato comprovado: a fadiga muscular, aquela diretamente ligada ao estresse, é a grande causadora das crises de ATM. Quando estão contraídos, os músculos da mastigação trabalham de forma intensa, o que aumenta a produção local de ácido lático. Essa substância dificulta o movimento das fibras musculares, deixando-as cansadas e doloridas, e o incômodo se irradia despertando em cadeia outras dores. Se a tensão é muito grande, pode ocorrer até mesmo uma luxação no disco que amortece o contato entre os ossos do crânio e da mandíbula. O resultado é o surgimento de uma pontada intensa ao abrir totalmente a boca.
    O jogo do risco contra o benefício – Não tomar nada é uma boa regra para adotar na gravidez, mas nem todos os remédios são proibidos. Geralmente, estão liberados alguns medicamentos de uso comum, como o paracetamol (Tylenol) e laxantes, além de alguns utilizados como sedativos (como o Neozine), em doses baixas. Mesmo esses, porém, precisam ser controlados para que não ultrapassem os efeitos que se espera.
    Os médicos ficam em estado de alerta com os antigripais, que têm efeito anticoagulante e podem provocar hemorragias, e com os descongestionantes nasais, que causam estreitamento dos vasos sanguíneos e, com isso, prejudicam o “abastecimento” do feto. Ultimamente, o que tem tirado o sossego nos consultórios é o ácido retinóico, muito utilizado no tratamento contra acne, presente em quase todos os lançamentos de cosméticos femininos. Ele pode causar malformações fetais.
    A informação é o melhor remédio – Há uma classe de remédios que provoca debates acalorados: são os antidepressivos. Alguns antidepressivos podem provocar cardiopatias no bebê. Distúrbios mentais como o estresse, por exemplo, têm merecido a atenção dos especialistas. Uma pesquisa com mil mulheres grávidas vai avaliar a capacidade das vitaminas C e E em reduzir o estresse. Como ele afeta a imunidade natural do corpo, as vitaminas podem se tornar uma alternativa aos remédios. Polivitamínicos como Supradyn e Vitergan são muito indicados pelos médicos, porque repõem as perdas naturais do corpo da gestante.
    Às vezes, mesmo grávidas bem informadas acabam tomando remédios por conta própria, sem se dar conta de que podem prejudicar o bebê. Ou descumprem as ordens médicas, ingerindo uma dose maior ou menor do que a recomendada.
    Tomar ou não remédios é uma decisão de cada grávida, com o seu médico. Só eles podem avaliar riscos e benefícios. Como regra geral, a informação será sempre o melhor remédio.

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