28 de janeiro de 2020

Mulher e Mulher – Cresce o número de mulheres dependentes

Cresce o número de mulheres dependentes

Expressões como “só bebo socialmente” ou “vou experimentar um novo remédio” estão cada vez mais freqüentes nas rodinhas de mulheres. Mas por trás de um hábito _ aparentemente eventual _ como beber ou experimentar um novo remédio pode estar escondida uma severa e dolorosa realidade: a dependência química. Seja por razões físicas, emocionais ou sociais, o fato é que o número de mulheres dependentes químicas cresceu assustadoramente no intervalo de poucos anos.

Enganam-se aqueles que pensam que dependência química é aquela vinculada apenas com drogas proibidas, como maconha, cocaína, crack, heroína etc. As “drogas legais” _ álcool, tranqüilizantes, antidepressivos e inibidores de apetite _ entram lentamente no universo da mulher, como válvula de escape e de forma lenta e destrutiva geram danos gravíssimos para si própria, familiares e amigos.

O que faz pessoas tão diferentes tornarem-se dependentes químicas? Existem causas biológicas para o vício? Qual o limite entre beber socialmente e se embriagar? O tratamento mais avançado em dependência química está fundamentado na ciência, ou seja, na busca por respostas por meio de indícios biológicos e orgânicos relacionados à dependência.

Em agosto do ano passado foi inaugurado no Brasil o Centro Paulista de Recuperação (CPR) – a primeira clínica brasileira baseada em análises biológicas, genéticas e orgânicas para compreensão e melhor direcionamento de tratamento ao paciente.

“O número de pacientes mulheres na clínica aumentou 20%. A maioria dos casos está relacionado ao uso abusivo de bebidas alcoólicas”, afirma o médico Edmundo Maia, diretor do Centro Paulista de Recuperação.

Vulneráveis

As mulheres estão mais vulneráveis ao vício. A predisposição da mulher ao vício e à dependência química estão relacionados a fatores biológicos e emocionais. O organismo feminino absorve 30% a mais de álcool que o masculino. A mulher se embriaga quatro vezes mais que o homem, ingerindo a mesma quantidade de bebida.

“Embora as conseqüências físicas sejam as mesmas para os dois sexos, a dependência se instala mais rapidamente na mulher. Com isso, a progressão da doença também é mais veloz e devastadora no organismo feminino”, alerta Edmundo. É cientificamente comprovado que as mulheres sofrem mais de depressão e ansiedade que os homens, e por isso estão mais sujeitas à dependência química, por meio do alto consumo de antidepressivos e tranqüilizantes na busca pelo seu bem-estar.

A busca frenética pelo corpo ideal e a urgência em emagrecer é outro fator que torna a mulher um alvo da dependência por inibidores de apetite, as conhecidas anfetaminas. Fatores como estes revelam uma alarmante realidade: as mulheres estão mais propensas à dependência química.

Centro Paulista de Recuperação _ Estrada da Lagoa, 210, em Vargem Grande (São Paulo). Informações pelo (11) 4158-5356 ou no site www.comunidadepaulista.com.br.

Autor : Anclar Patric Crippa Mendes
Créditos : Fatima Nazareth
Fonte : Cruzeiro Net

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