25 de janeiro de 2020

Mamirauá

Mamirauá, habitat de mamíferos curiosos

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM) foi criada em 1990 como Estação Ecológica pelo Governo do Estado do Amazonas. Em 1996, coincidindo com a conclusão do Plano de Manejo da reserva, ela foi transformada na categoria, então inédita, Reserva de Desenvolvimento Sustentável, também pelo Governo Estadual. A reserva possui mais de 300 espécies de peixes catalogadas, incluindo os ornamentais, como o acará-disco Synphysodon aequifasciatus. No Mamirauá vivem também cerca de 400 espécies de aves e pelo menos 45 espécies de mamíferos. Um dos mais estranhos é o uacari-branco Cacajao calvus, um macaco de quatro quilos, que se alimenta quase exclusivamente de sementes de frutos imaturos. Os uacaris vivem em bandos de até 50 indivíduos e andam muitos quilômetros por dia, à procura de seus alimentos preferidos. Também endêmico em Mamirauá é o macaco-de-cheiro Saimiri vanzolinii, e os lagos abrigam o peixe-boi Trichechus inunguis e o boto vermelho Inia geoffrensis. Algumas das espécies mais importantes das madeiras tropicais ainda se encontram nas áreas protegidas da Reserva Mamirauá. A reserva também possui outros moradores, os humanos. As populações humanas locais ajudam a preservar a reserva, através do envolvimento delas nas atividades de pesquisa, extensão e manejo da unidade. A RDSM é uma das unidades internacionalmente protegidas pela Convenção Ramsar, da IUCN, que agrupa áreas alagadas de interesse mundial. Além disso, foi inicialmente proposta como uma das áreas a integrar uma futura Reserva da Biosfera na Amazônia Brasileira, da UNESCO. Atualmente faz parte de um dos Corredores Ecológicos a serem implantados pelo PP-G/7, Programa de Proteção das Florestas Tropicais Brasileiras.

* Acervo Manaustur – Fundação Municipal de Turismo

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