22 de janeiro de 2020

Inteligência Animal – Curiosidades e Informações

Inteligência Animal – Cientistas comprovam o que o homem já sabia sobre o seu melhor amigo.
Quem tem cachorro em casa e vive impressionado com as habilidades de seu animal já se acostumou a dizer: “é tão inteligente que só falta falar”. Mas o que parece só papo de dono empolgado está ganhando embasamento científico. Em 2002, pelo menos três pesquisas mostraram que os cães sabem contar, são capazes de reconhecer os sinais humanos – talvez por isso tenham se tornado os melhores amigos do homem – e parece que são capazes até mesmo de “falar”. Na Universidade de São Paulo a vira-latinha Sofia, de um ano, está aprendendo a manifestar fome, sede ou vontade de passear por meio de painel com símbolos arbitrários. Até há pouco tempo, esse tipo de teste era feito somente em animais considerados superinteligentes, como os chimpanzés e os golfinhos. 
O experimento com Sofia testa até que ponto os relatos contados pelos proprietários de cachorros são verdadeiros e o quanto os cães realmente têm de inteligência, que poderia ser exemplificada como a capacidade de juntar idéias, resolver problemas e até de se comunicar com o homem. O estudo tem duas etapas: ensiná-la a “falar” e verificar suas habilidades em compreender a linguagem humana.
Sofia aprendeu como usar um painel com sinais arbitrários que representam as palavras “comida”, “água”, “xixi”, “casinha”, “carinho”, “passear” e “brinquedo”. O zootecnista Alexandre Rossi, que está fazendo sua dissertação de mestrado em psicologia a partir desse trabalho, explica que é possível dizer que um animal é inteligente em termos de comunicação se ele tiver flexibilidade. E parece que a cadelinha está se saindo muito bem. 
Esse processo funciona com um mecanismo de curiosidade, experimentação e aprendizagem. A princípio o animal é estimulado a mexer nas teclas. Quando aperta uma específica os pesquisadores dizem “ah, você quer comida” e alimentam o animal. Quando aperta outra, dizem “ah, agora você quer passear”, e saem com a cachorrinha. “É quase como se Sofia treinasse a gente. Ela vai descobrindo que cada tecla muda o nosso comportamento e passa a controlar isso através do painel”, afirma. 
Segundo ele, essa idéia é baseada no aprendizado que os cães recebem em casa e que acontece sem que os donos nem percebam que estão ensinando. Ele cita como exemplo o comportamento que quase todo cachorro tem de fazer baderna com a tigelinha de comida quando está com fome. Só que o aprendizado disso surge quase sem querer. Quando ainda é filhotinho, o cão pode um dia passar a língua na sua tigela porque encontrou uma migalha qualquer, e o dono já faz uma interpretação. “O cão não quer comunicar nada, mas o dono vê aquilo, acha que ele está com fome e o alimenta. Isso vira um sinal, e quanto mais as pessoas acreditam que o cão é capaz de se comunicar, mais abrem essa possibilidade”, explica.
A partir daí entra em cena a inteligência animal. O cão dá um pulo de compreensão, e começa a generalizar aquele comportamento para conseguir outras coisas. Se dá certo com a tigela de comida, também pode dar com a de água. Dali a pouco ele já pega a coleira quando quer passear.
Uma equipe coordenada pelo pesquisador Brian Hare, da Universidade Harvard, nos EUA, demonstrou que os cães são os animais que melhor compreendem os sinais humanos. Nem mesmo os chimpanzés – os animais mais próximos do ser humano na evolução – ou lobos domesticados tiveram o mesmo desempenho.
No primeiro teste os pesquisadores colocaram um pedacinho de madeira em cima do pote certo. Na disputa entre 11 cães e 11 chimpanzés, os cachorros ganharam de lavada. Nove acertaram a dica, contra apenas dois acertos dos macacos. Os cães apresentaram o mesmo desempenho também contra os lobos, qualquer que fosse a dica – olhar, apontar ou dar um tapinha.
A pergunta que fica é se, assim como entendem os sinais, os cachorros também podem entender a linguagem humana. Hare disse que não sabe ainda, mas talvez a resposta possa sair do estudo que está sendo feito com Sofia. Fonte: Trechos extraídos da revista Galileu.

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