30 de março de 2020

    Fibromialgia – Corpo e Saúde

    A fibromialgia provoca dores musculares persistentes, cansaço e até depressão. A doença, que afeta principalmente mulheres, é incurável. Mas exercícios, remédios e acupuntura melhoram a vida das portadoras.

    Dores difusas e constantes pelo corpo acompanhadas por sono leve e nada reparador. Esses são os indícios mais comuns da fibromialgia – mal que atinge 5% da população mundial, mas que é pouco familiar até para os médicos.
    Há pouco conhecimento científico sobre a doença. Sabe-se que tem relação com o estresse, com o sedentarismo e com falhas nos mecanismos que suprimem a dor. Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, descobriram que os fibromiálgicos têm de duas a três vezes mais substâncias P (relacionada à dor) do que o normal. “A serotonina, outro neurotransmissor que, entre outras funções, regula a dor, aparece em menor quantidade nesses doentes”, acrescenta Jamil Natour, chefe do setor de coluna vertebral e reabilitação do departamento de reumatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    O tratamento é múltiplo
    – Mulheres sedentárias acima de 40 anos são as mais propensas à síndrome (a proporção é de um homem para nove portadoras nessa faixa etária). Mas casos em jovens também vêm sendo diagnosticados.
    O tratamento combina analgésico, psicoterapia associada a baixas doses de antidepressivos (para melhorar a qualidade do sono e aumentar o bem-estar) e, principalmente, exercícios. “A prática de caminhada, alongamento e hidroginástica é o recurso que mais proporciona alívio a quem tem fibromialgia”, afirma José Roberto Provenza. 

    Os principais sintomas – A dor é difusa e persiste por três meses, no mínimo. A paciente apresenta sensibilidade em pelo menos onze pontos dos dezoito que o médico pressiona num exame. Eles se localizam nos quadris, joelhos, ombros, braços, no peito e pescoço.
    O sono é leve e não relaxa o suficiente – a pessoa acorda cansada.
    Pode ocorrer depressão, desencadeada pelo cansaço crônico e pela angústia que a moléstia gera.
    Enxaqueca, desarranjos intestinais e formigamento nos pés e nas mãos são manifestações comuns.

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