17 de janeiro de 2020

Festa Religiosas no Mato Grosso

Festa Religiosas no Mato Grosso – Lúdico por excelência, o nosso povo introduziu nas festas de santo, todo um Extenso repertório de ” brincadeiras” ou “funções” , que propiciam a diversão e o lazer da População ao lado da motivação religiosa e devocional. Aqui se festeja, entre outros , Senhor Divino, São Gonçalo, Santo Antônio e São Pedro. Os preparativos começam dias antes, meses até. E isso já é uma festa, pois comparecem vizinhos, parentes, compadres, enfim uma porção de gente para dar uma mão. Mãos solidárias, mãos de fada, capazes de transformar papel crepom em velas e coloridas flores e bandeirolas para o salão da festa. Preparam pratos e licores de dar água na boca aos paladares mais exigentes. Dominam a técnica de trançar as palhas de coqueiro que cobrirão o “empalizado” para o baile e a reza. Mãos que tocam viola e rufam o bombo.

Até os santos ajudam… E ai deles se não ajudarem! Moças casadoiras beliscam os pés de Santo Antônio até conseguir um marido. Caso não funcione, colocam-no de cabeça para baixo. Se também não funcionar, estamos diante de uma moça encalhada. O problema é grave, mas não impossível. Pelo menos para São Gonçalo, casamenteiro das velhas.

Como vêem, não é fácil ser santo em Cuiabá. São João que o diga! Cabe a ele responder se a pessoa sobreviverá mais um ano. Diz a superstição popular que no momento da lavagem do santo, se você se mirar na água e nela não ver refletida a sua imagem, é certo que não estará vivo para festejar São João no ano seguinte. Credo cruz, benze três vezes.

Mas calma, milagres é com São Benedito e Senhor Divino. Basta ter fé. E como fé não falta ao povo cuiabano, a Igreja do Rosário vive repleta de fiéis às terças-feiras, dia da missa ao Santo Negro. Os pães do Senhor Divino, distribuídos durante a esmola, são considerados ventos. Ninguém os come. São guardados para os casos de doenças, quando então rala-se o pão e faz-se um chá. Levanta até defunto, dizem.

“Cuiabá é fé e festa o ano inteiro. Impossível ficar indiferente a tanta devoção e alegria. Prova disso é que nem os santos resistem e caem na dança!”(Ivan Belém)

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