2 de abril de 2020

    Escolhendo a Babá – Crianças


    Bem orientadas, elas ajudam muito na hora de cuidar do filho. Mas não educam: apenas seguem as instruções que os pais dão.

    Escolhendo a Babá – Toda mãe tem responsabilidades, mesmo que não trabalhe fora. Para dar conta de seus múltiplos encargos, muitas usam o recurso de contratar alguém para ajudar Geralmente, é nessa hora que entra em cena a babá, que acumula as funções de realizar as tarefas domésticas e de cuidar das crianças. E daí começam a surgir as inquietações… Saiba como passar por essa experiência com sucesso.

    TRANSMITA A FUNÇÃO – Uma dica importante: os pais precisam transferir a própria autoridade para quem vai cuidar de seus filhos. Mas é bom lembrar que, se para eles já é complicado estabelecer limites para as crianças, imagine como é isso para outra pessoa. Deve-se deixar claro para os filhos que, quando os pais não estiverem presentes, a babá os representa e, portanto, deve ser obedecida. E que as regras que ela seguirá foram determinadas por eles. Por outro lado, é necessário ter sensibilidade para perceber quais os potenciais e as limitações da babá, qual o tipo de vivência que ela possui. Para não correr riscos, o melhor é levar tudo isso em conta na hora de contratar a pessoa. Mesmo assim, pode ocorrer algo errado. Nesse caso, nem pensar em dar bronca na babá na frente do seu filho, isso pode tirar completamente a autoridade sobre a criança.

    EXPLIQUE TUDO – Primeiro, é necessário que os pais saibam o que esperam da pessoa que vai ajudá-los, para só depois a orientarem. E as orientações devem ser precisas, detalhadas. Não adianta só mandar “Cuide do meu filho durante a tarde”. Diga exatamente como fazer isso. Não dá para confiar que as babás já saibam agir. Nem sempre elas têm maturidade para lidar com certos tipos de situações.

    CUIDAR NÃO É EDUCAR – Para que os pais possam contar com a ajuda positiva dessa auxiliar, é preciso saber distinguir educar de cuidar ou orientar. Cuidar não é o mesmo que educar. Sempre e em todas as circunstâncias, o processo educativo dos filhos ´-e responsabilidade dos pais. Mesmo na ausência temporária deles. Estabelecer os limites da vida e as regras da convivência são formas de educar uma criança. Em muitas situações – quando uma criança faz birra, porque não quer tomar banho -, a babá tomará certas atitudes, conforme orientações que recebeu dos pais. Por mais competente que seja, se não receber essas orientações, há o risco de que aja de acordo com seus próprios valores, que podem ser muito diferente dos da família a qual trabalha.

    DICAS IMPORTANTES
    – Para o triângulo formado por pais, filhos e babá funcionar, leve em conta algumas sugestões dos especialistas consultados: *Não permita que seu filho dê ordens para a babá. Só você pode tomar essa iniciativa. Se ele precisar de algo, deve pedir a ela; *Organize o período em que a criança ficará com a babá como se fosse com você. Ciente do que é para ser feito, a babá saberá melhor como cuidar do seu filho; *Imprevistos acontecem. Por isso, oriente a babá sobre os valores respeitados pela família. Assim, ela terá mais condições de agir com acerto na hora em que o inesperado ocorrer; *Jamais desautorize a babá na frente dos filhos. Isso significa respeitá-la, para dar exemplo às crianças. Converse reservadamente com ela, caso algo de errado aconteça.

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