6 de abril de 2020

    Emoções Contraditórias – Relação Familiar

    EMOÇÕES CONTRADITÓRIAS – Em todas essas fases da separação, as emoções afloram com muita força. Separar-se significa enfrentar um processo “descolamento”: descolar aqui, cola ali e a parte que você consegue descolar fica em carne viva. Nova tentativa. Descola ali, alívio, mas quando você se dá conta percebe que voltou a recolar. Desespero. E o ciclo se repete. Surge uma enorme ferida emocional. A amputação de uma parte de nós gera dores fantasmas. Lutamos intensamente para reduzir as tensões internas e externas. Esse processo não é fácil nem automático, mas depende de nós como nossas feridas cicatrizam, se elas infeccionam ou não… Num primeiro momento, você pode se sentir tão confuso por causa de seus sentimentos contraditórios que nem sabe por onde começar. Nossa identidade é moldada pelos papéis que desempenhamos. Eles nos dão segurança e estabilidade. A mudança de papéis gera medo e incerteza. Agarramo-nos, então, desesperadamente ao passado, à nossa velha identidade. Se você foi abandonado, pode desejar intensamente uma reconciliação.
    Mas vai descobrindo aos poucos, com muita dor, que voltar é impossível. O que colocar nesse vazio? Claro que cada separação traz sua própria e particular carga de sentimentos. Mas, em geral, as emoções despertadas acontecem numa ordem parecida para todo mundo: (“Sentimento de perda” ,”Culpa”, “Sensação de fracasso pessoal”, “Sofrimento pela privação e pela solidão”, “Aceitação”, ” Conscientização de que atividades diárias sofrerão alterações”, “Tomada de pequenas decisões”, “Concentração de esforços para desenvolver novas relações sociais”, “Aceitação e ordenamento das mudanças”, “Compreensão dos motivos do rompimento”, “Aceitação de parte da responsabilidade pelo rompimento”, “Estabelecimento de alguns planos a longo prazo” e “Desenvolvimento de autonomia”. A separação implica também tomadas de decisões práticas. Teremos que desenvolver novos relacionamentos, limitar os recursos econômicos, reorganizar as funções de pai e de mãe, alterar os papéis sociais. É hora de começar uma nova peça escrita e dirigida por você.

    (Extraído do Livro ” AMAR É PRECISO” , Maria Helena Matarazzo)

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