1 de abril de 2020

    Doutrina da não reencarnação – Religiões

    Doutrina da não reencarnação – Vejamos as consequências da doutrina da não-reencarnação. Essa doutrina anula, necessariamente, a preexistência da alma; as almas sendo criadas ao mesmo tempo que o corpo, não existe entre elas nenhum laço anterior; são completamente estranhas umas às outras; o pai é estranho ao seu filho; a filiação das famílias se encontra, assim, reduzida unicamente à filiação corporal, sem nenhum laço espiritual. Não há, pois, nenhum motivo para se glorificar de ter tido por ancestrais tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ancestrais e descendentes podem ter se conhecido, vivido juntos, se amado, e se encontrarem reunidos mais tarde para estreitar seus laços simpáticos.
    Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais que decorrem da não-reencarnação, o destino das almas é irrevogavelmente fixado depois de uma única existência; a fixação definitiva do destino implica a cessação de todo progresso, pois se há algum progresso não há mais destino definitivo; segundo tenham bem ou mal vivido, elas vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados ou para o inferno eterno; são assim, imediatamente separadas para sempre, e sem esperança de jamais se aproximarem, de tal sorte que pais, mães e filhos, maridos e mulheres, irmãos, irmãs, amigos, não estão jamais certos de se reverem; é a ruptura mais absoluta dos laços de família.
    Com a reencarnação, e o progresso que lhe é consequência, todos aqueles que se amaram, se reencontraram sobre a Terra e no espaço, e gravitam juntos para chegar a Deus. Os que falham no caminho, retardam seu adiantamento e sua felicidade. Mas não está perdida toda a esperança; ajudados, encorajados e sustentados por aqueles que os amam, sairão um dia do lamaçal em que estão mergulhados. Com a reencarnação, enfim, há solidariedade perpétua entre os encarnados e os desencarnados, com o estreitamento dos laços afetivos.
    Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem para seu futuro de além-túmulo; primeira, o nada, de acordo com a doutrina materialista; segunda, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta; terceira, a individualidade com a fixação definitiva da sua sorte, segundo a doutrina da Igreja; e, quarta, a individualidade com progresso indefinido, segundo a Doutrina Espírita. De acordo com as duas primeiras, os laços de família se rompem depois da morte e não há nenhuma esperança de reencontro; com a terceira, há a chance de se rever, contanto que se esteja no mesmo meio: esse meio pode ser tanto o inferno como o paraíso; com a pluralidade das existências, que é inseparável da progressão gradual, há a certeza na continuidade das relações entre aqueles que se amaram, e está aí o que constitui a verdadeira família.

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