31 de março de 2020

    Desajustamento conjugal – Relação Familiar

    DESAJUSTAMENTO CONJUGAL – Ao nascer a criança, a primeira coisa que os pais devem perguntar-se é: “Como vamos educar o nosso filho?” Para isso devem entrar num acordo perfeito, para não haver divergência entre eles naquilo que vão exigir do filho. Nunca um cônjuge deve desfazer ou criticar o outro perante os filhos, mas, se for preciso, deve fazê-lo sempre em particular. Os pais devem manter-se em plena harmonia. “O segredo da autoridade moral dos pais em relação aos filhos é a estabilidade na serenidade.” Mas acontece que no desenrolar da vida familiar é difícil não surgirem conflitos, divergências ou dissensões conjugais. Neste caso, se não existir humildade e simplicidade para dialogarem e perdoarem-se mutuamente, começará imediatamente o divórcio afetivo que afetará fatidicamente os próprios filhos. Ninguém fica por muito tempo sem compreensão e amor. Ou se entregará a Deus, ou se compensará com as criaturas. Baseados neste princípio é conseqüente que os conjugues afetivamente divididos procurem outras compensações. Assim, é lógico que uma mulher decepcionada, ainda que seja sob o ponto de vista fisiológico, procure uma compensação afetiva com uma ligação exagerada ao filho ou à filha. Da mesma forma, pode acontecer com o pai, especialmente em relação à filha. Esta superproteção poderá fixar a criança exclusivamente na pessoa do pai, originando comportamento defeituoso em relação à mãe. Em posição inversa, o pai agressivo com o filho, vê-lo-á opor-se sistematicamente a ele, para fixar-se na mãe.
    Esta superproteção dada a um dos filhos como compensação da perturbação afetiva conjugal, em geral, ocasiona na família um fracasso mal compensado e de conseqüências imprevisíveis. Mas em geral, esta falha passa despercebida, porque os próprios pais reproduzem inconscientemente um comportamento que herdaram do seu lar. Explica-se, assim, o desmoronamento cada vez maior dos lares brasileiros. O remédio para isso seria que os noivos não se atrevessem a casar sem antes fazerem os testes de personalidade: e, em caso de precisão, se submetessem a uma psicoterapia profunda até obterem um perfeito equilíbrio emocional. Se a gente se prepara para qualquer profissão, porque não preparar a personalidade para um ajustamento conjugal perfeito?

     (Extraído do Livro ” MENS SANA” , Albino Aresi)

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