8 de abril de 2020

    Congo ou Congadas – Tocantins

    Congo ou Congadas – De origem africana, porém, com influência ibérica o Congo já era conhecido em Lisboa entre 1840 e 1850. Popular no Nordeste e Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
    A Congada é a representação da coroação do rei e da rainha, eleitos pelos escravos e da chegada da embaixada que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador; vence o rei, perdoa-se o embaixador. Termina com o batizado dos infiéis.
    Os motivos dramáticos da dança do Congo baseiam-se na história da rainha Ginga Bandi que governou Angola no século XVII. Ela decidiu, certa vez, enviar uma representação atrevida ao rei D. Henrique de Portugal. Seu filho, o heróico príncipe Suena é morto durante essa investida. O Quimboto (feiticeiro) o ressuscita.
    Na dança do congo só os homens participam, cantando músicas que lembram fatos da história de seu país. A congada é composta por doze dançarinos.

    O vestuário usado pelos componentes do grupo é bem colorido e cada cor tem o seu significado. Azul e branco são as cores de Nossa Senhora do Rosário. O vermelho representa a força divina. Os adornos na cabeça representam a coroa. O xale sobre os ombros representa o manto real.
    Em Monte do Carmo o Congo é acompanhado por mulheres, chamadas de taieiras. Essas dançarinas usam trajes semelhantes aos usados pelas escravas que trabalhavam na corte. Trajam blusas quadriculadas em tom de azul e saias brancas rodadas, colares de várias cores e na cabeça turbante branco com uma rosa pendurada. Os dois grupos se apresentam juntos, nas ruas, durante o cortejo do Rei e da Rainha na festa de Nossa Senhora do Rosário.

    Cantiga do Congo
    Baias, bainhas e conguinhos
    Baias com tanto fervor
    Baias que já está nascendo
    O Nosso Grande Salvador
    Baias, bainhas e conguinhos
    Neste claro e belo dia
    Nasceu Jesus, filho da Virgem Maria.

    O tatu cangerê que zoa no ar
    Trepe quizépes, tornou a requebrar
    A rainha do congo que veio do Pará
    Trepe quizépes, tornou a requebrar
    O calango mutingo, calango no ar
    Trepe quizépes, tornou a requebrar

    Amanhã eu vou embora bebê
    Aruê juncongela bebê
    Eu vou embora, eu vou, eu vou bebê
    Aruê juncongela bebê
    E olha o rei mais a rainha bebê
    Aruê juncongela bebê
    Mas eu vou bebê
    Aruê juncongela bebê

    São Benedito sabia sobiar
    Saia fora e venha ver
    E quem festeja neste ano
    É o Divino Espírito Santo
    Alô, alô, lá no céu
    E o Santo que está na igreja.

    Fonte de texto: Site do Governo do Estado de Tocantins.

    Sobre o Autor

    O despertar da Consciência é nosso sistema de publicação automático dos conteúdos.

      Postagens Relacionadas